Educando ou Deseducando?

Hoje a Daniela fez um escândalo de manhã, antes de ir para a escola. Começou a se chacoalhar e bateu o queixo na cama. Ficou vermelho e um pouquinho roxo. Na hora, lembro direitinho de não saber o que sentir…
Foi muito estranho, não sabia se brigava com ela por ter feito mãnha ou se dava um colinha e um carinho para a dor passar! Não sabia se estaria dando mais corda para ela fazer escândalo novamente quando for contrariada ou se deixava ela lá chorando com a mãozinha no queixo!
Foi horrível… cheguei a chorar nesta situação!
O Desabafo de Mãe publicou uma matéria sobreEducação Permissiva, pais que dão muito amor e poucos limites ou então pouco amor e menos limites! Não sei onde me encaixo. Todo tempo que passo com a Daniela, faço o possível para que seja da melhor qualidade. Brincamos, leio para ela, vemos filminhos juntas… Passo bastante tempo com ela. Amor sei que dou bastante. Mas limites? Até onde deixo que ela á sem reprimí-la? E como saber se a estou reprimindo? Às vezes acho que sou muito rígida com ela… Às vezes um tanto permissiva. E geralmente sou permissiva quando passo muito tempo longe dela. Sei que inconscientemente é uma forma de compensar minha ausência, mas não é correto! Acho que a cabecinha dela não está preparada para saber… “Hoje a mamãe ficou bastante fora, então posso tudo!” ou “Hojea mamãe não trabalhou então tenho que cuidar porque ela nãovai deixar nada!”…
Nunca pensei que fosse tão difícil esducar!
Ontem assisti o episódio da Super Nanny e fiquei chocada com duas gêmeas e um irmão mais velho. Eles não eram crianças… sei lá o que eram. Não acreditava naquilo que vi, no que faziam. A conclusão que a Super Nanny chegou foi que as crianças eram muito carentes. Elas não comiam sozinhas (as meninas tinham 3 anos e o menino 5 anos) e, claro que quando a mãe estava em casa, eles fazaim de tudo para chamar a atenção! E todo comportamento da criança gira m torno da atenção! Vejo isso aqui em casa!
E, mais uma coisa que percebo, é que quando falamos mais alto com a Daniela ela faz mais birra. Funciona mais sentar e conversar… ou deixar que chore (quando tem que se vestir, por exemplo) do que brigar.
A jornalista Samantha Shiraishi entrevistou a Super Nanny brasileira e apresenta sua repostagem em seu blog profissional Meu Portfolio… ou uma forma de me organizar!… Parabéns Samantha, muito boa entrevista. E parabéns pela educação que você proporciona aos seus filhos! Sou fã incondicional de mães como você que apresentam livros aos filhos desde cedo e que acreditam que a cultura faz crescer mais do que o “video game”!
E, lendo texto como este Luzes e Sombras de Carlos Alberto Di Franco é que me pergunto “Estou errando ou acertando com relação à educação da minha filha?”. Não quero que ela utilize delitos para chamar minha atenção… Não quero vê-la no futuro como essas meninas que, praticamente, se prostituem embaixo no nariz dos pais que fazem vistas grossas! O texto Stress e Solidão traz, além das abordagens já citadas, a cobrança dos pais por um desempenho extraordinário como um dos fatores contribuintes ao mau comportamento do jovens. Novamente MEDO… Sou extremamente exigente, perfeccionista e chata… Terei que me policiar muito para que não cobre da Daniela mais do que é necessário!
Vou postar alguns links interessantes… Quem tiver um tempinho e muita curiosidade, entra. Não vai se arrepender!
Como Educar uma Criança
Pastoral da Criança
Depressão Infantil
Dráuzio Varella

Beijos

6 responses to “Educando ou Deseducando?

  1. Oi Lu, Sou mãe de gêmeas com 2 anos e três meses, e minha mãe comentou comigo sobre o episódio da Super Nanny, temos problemas parecidos (não tão graves)com as minhas filhas, quando eu chego em casa elas mudam o comportamento, tentam chamar atenção, normalmente com manhas, e brigam entre si pra ficar comigo.
    Moro em SP e trabalho o dia todo, fora o trânsito da ida e da volta, conclusão: saio cedo e chego tarde.
    Enfim o seu post descreveu exatamente como me sinto… Repreendo ou dou carinho ? Qual o limite ?
    Cláudia sp

  2. Lu, eu já tinha te visitado outras vezes e posso dizer que admiro seu estilo e sua visão de mundo – não só da maternidade. E não nos falamos nunca, hein? Mas hoje estou aqui retribuindo a visita ao meu blog e tenho a supresa de ser citada no seu post. É uma honra!
    Logo depois da entrevista com a Cris eu escrevi um desabafo em que falava Eu não preciso da Supernanny… mas podia dizer não preciso mais, porque quando meus filhos eram pequenos como a sua e da Claudia (mãe das gêmeas que comentou acima) eu precisava de toda e qualquer ajuda! A fase de ensinar o certo e errado das coisas cotidianas é dura demais!
    Sobre os livros, que noto que é nossa maior afinidade: gostaria de tê-la no grupo de mães do Desabafo que estou criando para ler e desabafar sobre a leitura com os filhos, topa? Se topar, me mande mensagem, ok?

  3. Lu, eu também vi a Super Nany segunda…. o problema todo naquela casa era a mãe, né?? Muito carentes as crianças, chegou a me dar muitapena deles…
    Quanto o que a Danio fez, o Davi sempre faz isso… da chilique e se machuca, fico também meia perdida, mas acabo cedento e pegando no colo, mas sei que nào pode, senão ele fará isso sempre…
    Beijos Vanessa

  4. Cláudia, Sam e Vanessa… sou muito preocupada com o futuro da Daniela. Sou professora, então tenho muito contato com adolescentes e até crianças e vejo comportamentos muito distintos. A maioria dos jovens não têm referencial em casa. São criados “A Deus dará!”, não se alimentam direito, andam sujos e maltrapilhos. Esse é o contato que tenho… Por isso das minhas neuras, medos, incertezas. Neste caso prefiro pecar pelo excesso mesmo. Sou zeloza, caprichoza ao extremo com a Dani e suas coisinhas (me deixo de lado para garantir este conforto a ela) porque lá fora, *na vida* ela será muito cobrada. E quero prepará-la para lidar com os comportamentos mais variados, como os que presencio. Não quero que ela seja a “nerds” da escola, mas quero que ela tenha uma base para ser uma boa aluna, dedicada e caprichosa também. E é tão claro, para mim, alunos que têm pais presentes, a educação é outra, a linguagem é outra, cadernos são deliciosos de olhar. RESPEITO… É isso que falta e é aí que entra a educação dos nossos filhos. Não quero que os idosos ou gestantes, ou pessoas com crianças, ou carregadas de sacolas tenham que cutucar minha filha para que ela saia do banco preferencial para que possam sentar. Quero que ela tenha esta consciência e levante-se por conta própria, por fazer parte de seu caráter e educação!
    O problema é *Como fazer isso?*, sei que tem que começar cedo, mas cedo quanto?

    Beijkas

  5. Lu, isso é uma verdade, as crianças fazem tudo para chamar a atenção quando os pais estão presentes. E quanto à permissividade, também peço ajuda porque às vezes me acho permissiva demais e não sei até onde isso prejudicará a educação dos meus filhos. Beijocas!

  6. Simone Zelner

    OI Lu, primeiro orbigada por citar o desabafo de mãe no seu texto! foi minha estréia no blog do portal! Sabe Lu, eu acho que tudo, não só se tratando de criaçãoo dos filhos, mas em tudo na vida precisamos ter um “meio termo” nem muito permissivas muito menos negligentes. claro que o futuro preocupa, principalmente qdo vemos situações extremas como aquelas que aparecem na super nanny. mas no geral eu acho que os nossos filhos mesmo nos mostram os caminhos que devemos seguir, avaliando as suas atitudes a gente pode fazer uma auto-análise e saber se está no caminho, se devemos ser mais firmes ou se estamos sendo muito duras!
    abraços,
    Simone

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