Revolta, nojo, indignação, repúdio…

A falta de tempo tem sido uma constante em minha vida! Ontem não consegui nem desabafar meus sentimentos mais impuros.
Começarei comentando uma reportagem da RPC sobre Violência nas Escolas. Este fato ocorreu na escola onde trabalho me deixou com todos os sentimentos que dão título a este post. A verdade dos fatos é a seguinte: A professora, depois de muitas vezes solicitar educadamente que o aluno “X” sentasse e sossegasse em sua carteira, ela perdeu a paciência e fez com que ele sentasse pegando-o pelo braço e fazendo-o sentar. O aluno começou a chorar e ela ignourou pois já tinha esgotado a paciência. Ela ficou muito chateada, procurou a diretora e registrou a ocorrência. A noite a mãe do garoto procurou a diretora dizendo que a professora tinha machucado o braço dele e que era para ela tomar providências. A diretora perguntou se ela já tinha levado o menino ao médico para saber o que tinha acontecido, pois um simples empurrão não faria este estrago. A mãe disse que não tinha levado por não ter dinheiro e blá blá blá. A Diretora pegou seu carro particular e levou os dois até o PS disse que tinha uma reunião, mas assim que eles terminassem a consulta era para ligar “a cobrar” para o celular dela que ela iria buscá-los e levá-los de volta para casa. Na consulta foi constatada uma luxação no braço do garoto. Na manhã de ontem, a diretora ligou para a casa dele perguntando como ele estava. A mãe falou que ele mal dormiu de tanta dor. Perguntada se o médico não havia receitado nada a mãe disse que era para dar Paracetamol mas que ela não podia comprar. A diretora foi até a casa dele novamente e deu a ela o dinheiro para a compra do remédio. A tarde ligou novamente e a mãe disse que o garoto já estava melhor. Em seguida, a diretora é surpreendida pela presença da equipe de reportagem da RPC (Rede Paranaense de Comunicação) para fazer uma matéria sobre a agressão que o aluno sofreu. A diretora disse que o aluno tinha estrapolado, que era portador de uma ficha de ocorrências imensa por reclamações de vários professores e que se fosse confirmada a agressão a professora poderia ser afastada e ficar proibida de participar de concursos e ocupar cargos públicos. A entrevista dela durou mais de uma hora, porém o que foi ao ar foi uma parte ínfima e falsa do depoimento da diretora. O que foi feito na edição das imagens foi a manipulação e distorção da verdade. Estou chocada e decepcionada com a RPC… O que não fazem por ibope? Isso foi uma “porquisse” o que fizeram com a professora e com a diretora. Só ouviram o posicionamento do coitadinho do aluno, e a professora? Não dou razão para o ato dela, mesmo porque sabemos que em hipótese alguma podemos encostar nos alunos. Mas é injusto que ela saia por agressora. Porque não passam um dia com uma câmera escondida dentro de sala de aula para saber o que acontece, o que somos obrigados a aguentar desses coitadinhos. Só gostaria de relatar a verdade e desmentir a RPC que distorceu a verdade em prol do ibope. A para essa mãe, que com certeza não é leitora desse espaço que só aceita pessoas de caráter e de boa índole, seu filho é sua imagem. você é uma mãe inescrupulosa e falsa, porque uma mãe que tem uma denúncia de maus tratos nas costas (a assistente social vai invertigar se a lesão não foi provocada epla mãe) não é digna de atençao da imprensa honesta!

Outro desabafo que venho fazer é sobre um fato ocorrido no Rio de aneiro na madrugada de sábado para domingo. Cinco garotos de classe média alta pararam o carro em um ponto de ônibus onde estava a doméstica Sirley Dias. A moça esperava a condução que a levaria até o posto de saúde para fazer exames preventivos e, como sabia que iria enfrentar fila saiu de casa ainda a noite para poder ir trabalhar no horário certo. Os cinco rapazes deceram do carro, pegaram a bolsa da moça e a espancaram. Equanto os cinco faziam o serviço, um ficava olhando e debochando da moça apanhando dos covardes.AQUI tem o link da repostagem do dia 26/06, em que um pai fala que “não é justo manter crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, presas”. Justo foi o que as crianças que têm idade para dirigir, para andar na madrugada e se drogar fizeram com a moça honesta, trabalkhadora, mãe de uma criança. Que mundo é este? Agora não se pode mais andar nas ruas que você corre o risco de assaltado por “filhinhos de papai” que roubam por diversão e ainda ser espancado e ter sua dignidade ferida por “crianças”. Jovens que têm todas boas oportunidades, não precisam roubar para ter o que desejm, o fazem por simples caprixo e crueldade. Sinceramente, eles deveriam pagar como crime premeditado, pois afirmaram acreditar que se tratava de uma prostituta. Primeiro: eles não devem saber que várias pessoas saem de casa ainda noite para trabalhar, e trabalhar duro. Que nem todas as pessoas vivem na mamata que eles vivem. Segundo: Prostitutas não têm direitos iguais aos deles? Um estudante de direito não saber disso, não saber que ele vai responder pelos atos dele!

Deixo aqui meu desabafo e minha decepção.

8 responses to “Revolta, nojo, indignação, repúdio…

  1. Lu, assino em baixo em relação a tudo que vc escreveu. Claro, a professora não deveria ter encostado no aluno, mas sei que há tipos de aluno que testam a paciência do professor até o limite, trazem os problemas de casa e soltam em cima dos professores e dos colegas. Mas, é preciso ser investigado mesmo, pq de repente, pode ter sido outra pessoa que o agrediu e a mãe,querendo levar alguma vantagem $$$ nisso, fez com que todos pensassem que foi a professora que causou a luxação no braço do garoto. Tudo tem de ser investigado. Agora com relação ao fato ocorrido com a empregada doméstico no RJ, só posso dizer que aquilo foi um absurdo. E mais absurdo ainda foi atitude do pai de um dos agressores, dizendo que não era justo o filhinho ir para cadeia, se ele era primário e estudante, etc, etc, como se essas caracter´siticas justificassem a atitude bárbara e cruel do seu filho. Queria dizer para esse pai, que ele precisa rever seus próprios valores e a maneira como criou seus filhos, pois muitas vezes a falta de limites, de imposição e de postura dos pais frente aos filhos é o que causa nestes a sensação de poder, de que absolutamente tudo está no controle de suas mãos, tanto que se acham no direito de agredirem uma cidadã de bem, pagadora de impostos, que possui valores morais ssaudáveis, achando que simplesmente cometeram uma aitude de brincadeira. Dinheiro, status, posição social favorável, não dá o direito à ninguém de passar por cima de seres humanos como verdadeiros tratores. Será que eles conhecem o significado genuíno da palavra limite? bons modos? educação? solidariedade? Lembrem-se que o seu limite termina aonde começa o do outro.

  2. Ai Lu, estou inconformada, mesmo porque minha tia da aula em uma escola estadual aqui em são Paulo e outro dia furaram os quatro pneus do carro dele… Poxa, esse alunos são uns animais, que mundo estamos?? Como oedmos colocar filhos no mundo???
    Sinceramente, estou muito preocupada, cada dia as coisa pioram e não sei o que fazer….
    Vanessa.

  3. Ana e Vanessa… Também penso “em que mundo estamos olocando nossos filhos?”, para conviver com marginais, delinqüentes e animais! De forma alguma dou razão à professora, mas não acho correto que a verdade seja manipulada de forma a prejudicá-la profissionalmente. Ela é uma boa pessoa, não faria isso de graça como deu a entender na reportagem. e quanto aos garotos, isso foi uma barbárie cometida por Bárbaros literalmente. Voltamos ao nazismo… preconceitos são justificativas para agressões infundadas. Sabem, estou muito triste e deprimida, desacreditada de tudo. Espero apenas que se faça justiça “justa”… Porque de justiça injusta já estou cheia!

  4. Lu, com relação aos brinquedos, os meninos estavam brincando sob minha supervisão, mas Bruninho estava brincando com o quebra-cabeças e Juninho com as massinhas. Acho que na idade de Bruno e Dani só devemos dá massinha se ficarmos vigiando, pq eles colocam tudo na boca. Beijocas!!!

  5. Samantha Shiraishi

    Lu, que sintonia a nossa! Estava preparando um post repercutindo o caso do Rio e falando do caso da professora de São Bernardo do Campo que teve o dedo decepado na porta da classe por um aluno de 10 anos. Chocante, chocante, chocante.
    Parabéns por se posicionar tão criticamente sobre o tema (até comentando que a professora não deve tocar no aluno). Abraços.

  6. Lu,

    Primeiro, queria agradecer a visita e o comentário que você deixou no Z de Zebra. Respondi você lá.

    Aproveito para visitá-la aqui e contar que minha mãe, professora aposentada do estado do Paraná e da prefeitura de Curitiba também foi vítima do jornalismo barato e sensacionalista que a RPC adotou nos últimos anos.

    Eles também estiveram na escola da qual minha mãe era diretora, em virtude da falsa acusação de uma mãe de aluno. Entrevistaram minha mãe durante mais de uma hora, sem avisar que estavam gravando (isso mesmo, sem avisar que estavam gravando!) e depois editaram a entrevista, mostrando um trecho de alguns segundos, tirando o que foi dito do contexto, para que parecesse que minha mãe havia tido uma conduta errada. Minha mãe foi injustamente acusada! E, daquele dia em diante, passei a odiar a RPC, por ver que eles fazem qualquer coisa pra dar ibope.

    Minha mãe foi diretora durante muitos anos naquela escola. Durante os dois mandatos dela, a escola melhorou muito, ela se preocupava em aplicar bem o dinheiro da escola, reformando, ampliando instalações, bliblioteca, laboratório de informática, quadras de jogos, reforma de banheiros, tudo que pudesse tornar aquele ambiente melhor, mais bonito, mais agradável e mais produtivo para os alunos. Quando ela saiu da direção, todos ficaram muito tristes, inclusive alunos, porque nunca ninguém tinha feito por aquela escola o que ela fez.

    E aí, aparece uma redezinha de TV qualquer, como a RPC, querendo denegrir, difamar, caluniar uma pessoa com uma carreira tão bonita, com uma luta tão difícil, como era o caso da minha mãe. Fazer o quê, né? Só podemos externar nosso sentimento de repúdio aos expedientes que esta rede tem utilizado pra dar ibope.

    Hoje ela está aposentada por invalidez, em virtude de um câncer de mama que a acomenteu em 2000, e sofre por não poder trabalhar, por não poder ser útil e ter uma carreira tão produtiva como tinha quando era diretora. Mas estamos todos orando, pra que ela fique boa logo e possa se dedicar a um trabalho voluntário, pois isso faria muito bem a ela neste momento.

    Desculpe que meu comentário não foi lá muito agradável, mas era o que eu tinha a dizer a respeito deste assunto.

    Volto aqui mais vezes, pra poder deixar comentários mais bem humorados :)!

    Abraço grande.

  7. Pois é Andréa… Sãosituações como esta que sua mãe passou que fazem o jornalismo perder a credibilidade para mim. Tudo que passa na RPC agora é duvidoso, não consigo ver com os mesmos olhos reportagens. E desde o ocorrido não tenho mais visto os jornais. Porque o SBT entrou na onda e a Band também. Fizeram o garoto de coitado e a professora de malvada.
    E como você disse, só podemos externalizar nosso repúdio!

    Seja muito bem vinda!
    Beijos

  8. Oi Lu, infelizmente essa é nossa realidade né? estamos cada dia mais encurralados,a professora ter encostado no aluno, que como a Ana Laura disse, que muitas vezes testam a paciência, não justifica essa manipulação toda. pq não fazem esse alarde todo quando o carro de uma diretora é incendiado, ou então quando eles são agredidos por alunos dentro de sala de aula? pq não mostram o medo de muitos professores em voltar para dentro de sala? Educação é feita em casa! mas o que fazer com relação a pais como o do jovem que agrediu a doméstica que acham que seus filhos não são maus? que não tem culpa e merecem ter a chance de voltar para suas caminhas quentinhas e sua casa luxuosa?! infelizmente essa nossa rede de TV é bem famosa por manipular fatos em benefício próprio não é mesmo? fico feliz que vc tenha levantado esse assunto! abraços

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