Onde ficava a "casa-da-mãe-Joana"?


De acordo com Reinaldo Pimenta, professor de língua portuguesa, a expressão popular surgiu no século XIV a partir das desventuras de uma Joana que, de rainha, passou a ser fugitiva.

Segundo descreve Pimenta, em seu livro Casa da mãe Joana, Joana I era a rainha de Nápoles e considerada a protetora cultural de poetas e intelectuais por causa de sua beleza e inteligência. Ela se casou com seu primo Andrew, irmão de Luís I, rei da Hungria.

Algum tempo depois, Andrew foi assassinado em uma conspiração que, de acordo com a obra, teve a participação da própria Joana. Enfurecido, o irmão da vítima resolveu invadir Nápoles em 1348 perseguindo Joana, que se viu obrigada a fugir para a localidade de Avignon, na França.

Uma vez instalada em um palácio que já havia sido a moradia de sete papas, Joana passou a mandar e desmandar na cidade. Tanto que resolveu regulamentar os bordéis de Avignon, determinando que cada estabelecimento deveria ter uma porta por onde qualquer pessoa poderia entrar. A partir disso, cada bordel ficou conhecido como “Paço da Mãe Joana”, considerada a dona da cidade.

Mais tarde, Joana vendeu a cidade com a condição de ser declarada inocente de participação na morte do ex-marido. Em 1382, Joana foi assassinada por seu sobrinho e herdeiro, Carlos de Anjou.

No Brasil, a palavra “paço” foi modificada para um formato mais popular, “casa”, gerando a expressão como é conhecida até hoje: “Casa-da-mãe-Joana”.

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