E a educação pública…

Lendo o blog da Sam o post Ainda há muito o que fazer veio bem a calhar!
Ontem assisti a reportagem sobre a qualidade do ensino no Brasil e, mais uma vez, tive a certeza de que podemos fazer a diferença.

…De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, o Brasil de 2,4 milhões de analfabetos com idade entre 7 e 14 anos, dos quais 2,1 milhões (87,2%) frequentaram a escola no ano passado.(G1)

O que é isso?
O que as escolas estão ensinando?
O que estas crianaças fazem na escola?
O que os pais pensam sobre isso?

Infelizmente essa é a realidade. E por isso, eu e meu marido preferimos trabalhar mais e PAGAR para garantir uma educação escolar de qualidade, o que é um absurdo, porque é obrigação do Estado:

TÍTULO III
Do Direito à Educação e do Dever de Educar
Art. 4º. O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a
garantia de:
I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
II – progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;
III – atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades
especiais, preferencialmente na rede regular de ensino;
IV – atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de
idade;
V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística,
segundo a capacidade de cada um;
VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
VII – oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e
modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que
forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola;
VIII – atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de
programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência
à saúde;
IX – padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade
mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensinoaprendizagem.


E o problema continua sendo a falta de sincronia entre teoria e prática. Uma pena, porque novamente, este ano, vamos às urnas e podemos contar nos dedos o número de candidatos que se propões a melhorar as condições em prol da qualidade da educação.
Sinto-me repetitiva, andando em círculos porque sempre que decido escrever sobre a educação sou tomada pela frustração. Mas sou otimista, e quero acreditr que nós, pais, faremos a diferença.
Vamos começar participando dos debates promovidos pelo Desabafo de Mãe no Concurso Escola que tem trazido muitas informações e histórias interessantes e pais que estão “tentado” fazer a diferença na educação escolar dos filhos.
O debate acontecerá até o dia 15 de outubro e os melhores comentários ganharão Kit Mercur Hot Weels (para quem participar do debate sobre Metodologia de Ensino no blog da Sam), Kit Mercur e o livro Exercícios de Ser Criança, de Manoel de Barros (para quem participar do debate sobre Os Principais desafios da escola do seu filho no blog da ) e o livro A Menina que Queria ser Anjo (para quem participar do debate sobre O que você faz para mudar os desafios da escola do seu filho AQUI no meu blog).
Os blogs Reporter mãe, Meu mundo e nada mais e Onde está a Oli? estão debatendo sobre sua influência na vida literária dos seus filhos.

Participem e ajudem a mudar o futuro da educação em nosso país!

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6 responses to “E a educação pública…

  1. Michelle Müller

    Lu
    cheguei aqui justamente por este post da Sam, e como falei por lá é realmente preocupante a situação da Educação no Brasil, eu como professora e mãe me preocupo duplamente com isso, e cada vez mais percebo como este é um problema cuja solução passa fatalmente pelas Políticas Públicas de Educação e que agora mesmo nestas eleições podíamos fazer a diferença, escolhendo candidatos que tenham propostas coerentes e viáveis para à Educação, no entanto uma reportagem da revista Época mostrou uma pesquisa que revela um coeficiente muito diferente que leva os eleitores a escolherem seus candidatos, uma pena!
    estrelinhas coloridas pra ti…

    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI11038-15223,00-POR+QUE+A+EDUCACAO+NAO+DA+VOTO.html

  2. Michelle, obrigada pela visita! Também sou professora e sinto-me impotente. Sinto-me uma ignorante em desejar mais do que tudo a melhora da educação pública. Quem mais precisa de educação de qualidade não quer conquistar um futuro, que ganhar o futuro. Me sinto tão frustrada com essa situação. Aqui em Curitiba, os investimentos na educação municipal foram muito significativos. As creches são fantásticas (nível de escolinha particular) porém, não se investiu no preparo dos educadores. As crianças ficam na creche esperando pela merenda e vão embora como chegaram, sem aprender nada.As escolas municiais têm bibliotecas, projetos fabulosos e rofessores bem remunerados. As crianças são muito bem atendidas, mas os professores mais antigos estão só esperando a aposentadoria. Em juno do ano passado a prefeitura pagou para que todos os professores de português fossem ao museu da literatura em São Paulo (logo que foi inaugurado), os professores de ci~encias foram ao Masp ver a exposição de Darwin. Era opcional e nem todos foram. Uma pena porque os alunos destes professores relapsos saíram perdendo. Eu fui a estas e outras exposições e passi uma semana explorando tudo que vi e todos os materiais que trouxe de lá. Meus alunos adoraram!
    A reportagem é fantástica, uma pena que as pessoas que deveriam ler mal sabem ler!
    Beijos Mi e volte sempre!

  3. Meninas, acho que o que estamos fazendo agora já é um avanço e tanto diante de tantos problemas porque é o começo de uma mobilização para o que considero mais importante para mudança: a comunicação que permite mudança de postura e pode refletir numa transformação cultural. Eu acredito nisso só não sei se estarei viva para ver a mudança cultural que podemos começar agora. Mas o que importa se eu não ver o resultado disso, né? O importante é construirmos algo pra quem pode ter tal oportunidade. Eu tenho constatado um ESFORÇO imenso de muitos educadores mesmo diante de tantos empecilhos políticos e isso me dá uma esperança danada porque mostra que é possível fazer algo sem a mudança política que nosso Brasil precisa tanto.
    bjkas e parabéns pelo esforço, pelo comprometimento enfim por serem quem vocês são. Parabéns sempre!

  4. Lu, tb li, e me chamou a atenção esse post da Sam. Nós, que estamos participando desse debate maravilhoso, temos condições para lutar por algo melhor para nossos filhos, mas e quem não pode pagar? Que não tem alternativas? Essas pessoas são a grande maioria no nosso país.
    É claro que se a qualidade de vida do povo está melhorando já dá pra falar em conquistas, mas sem avanço na educação, como acreditar num futuro de fato melhor para o país e para os brasileiros?
    Isso me deixa muito triste também, e confesso que minha fustração com os políticos é tão grande que há algumas eleições anulo meu voto. Sei que não é o ideal, que de certa forma estou deixando a escolha nas mãos dos outros e assim me eximindo dessa grande responsabilidade, mas o fato é que não consigo acreditar que algum dos que se apresentam merece meu voto…sempre fico num dilema e acabo anulando.
    Beijo
    Renata

  5. Ceila
    Tenho plena convicção que provavelmente não estaremos vivos para ver as mudanças que nós tanto almejamos. Mas considero que o mais importante estmos fazendo: criando nossos filhos com os nossos ideais, e serão eles os defensores de tudo que nós estamos aqui, debatendo! Eu espero, um dia, ter um governante cm consciência, que enxergue que as maiores mudanças acontecerão quando nosso povo tiver conhecimento de conceitos básicos, ao ponto de começar a exigir mais consideração de quem está lá em cima!
    Beijos Ceila!!!!

  6. Re, às vezes acho que sou muito radical. MAs acho que as mudanças devem acontecer do começo! E quem não pode pagar por educação de qualidade? Deve lutar por ela!
    Lá venho eu com minhas histórias de sala de aula, mas acho muito válida:
    SAiu uma materia sobre as cotas par negros e alunos de escolas públicas no jornal e fui trabalhar isso com meus alunos. Muitos se gabaram que por estudar em escola pública entrariam com maior facilidade na faculdade. Naquela turma tinha uns 6 alunos negros e uma delas era inteligentíssima. Ela comentou que não iria se inscrever nas cotas porque achava que tinha capacidade de concorrer com os outros alunos e, com palavras dela “não iria se favorecer das cotas”. Então começamos a discussão. Ela disse que se sentia envergonhada que os negros se submetessem a concorrer com cotas, não era a raça dela que a faria menos inteligente. E ELA disse “quem faz a escola é o aluno”, ela buscava o conhecimento! Não era porque ela estudava em escola pública e era negra que ela iria se rebaixar. E esse é o maior problema, os menos favorecidos se conformam com as migalhas que o governo dá, não luta por melhores condições. Eu tenho plano de saúde, e já armei vários barracos por mau atendimento ou negligência. Se eu dependesse de plano de saúde, aff… Eu seria a maior barraqueira da região! Fugi do assunto, mas acho que muitas coisas deveriam ser ensinadas na escola: direito do consumidor, direitos humanos, ECA, Código civil… Porque TODO ser humano deve ter consciência dos seus direitos. MAs o governo não se colocaria em risco ensinando a população a lutar pelo que tem direito!
    E repito, a mudança tem que começar do começo! Não é estabelecendo cotas que a educação infantil e fundamental irá melhorar! E por isso escolhi meu candidato nessa eleição. Ele investiu muito em educação básica e merece meu voto de confiança!!!!
    Beijos Re!!!!!!!!!!!!!!

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