Graças ao desfralde, me conheci…

Quem já tem filhos grandinhos (maiores de 3 anos) já deve ter passado por isso, de uma maneira fácil ou difícil, mas já passou. Já faz um tempo que tenho me sentido preparada para desfraldar a Dani. Sim, você leu direitinho, eu estou preparada!
Minha mãe sempre encarou tudo que fosse relacionado aos filhos como hora ou fase. Engraçado como sou diferente de muitas mães que conheço. E como sou diferente da mãe que nasceu junto com minha filha. Foram muitos momentos difícieis em que me tornei uma mãe neurótica. Até mesmo, porque família estava de vigilância constante (esses são os termos) e sempre tive medo de perder minha filha para os outros por descuido.
Enfim, chutei o balde e deixei a mãe relax, natural se apoderar de mim. Parei de ouvir outras pessoas e me incomodar com opiniões não pedidas.
E não é que estou me sentindo muito melhor. Como mãe, principalmente! Estou me deixando ouvir minha filha, aboli as famosas palmadas no bumbum ou na mãozinha, não me incomodo com as noites de carência da Dani em que ela quer domir cheirando meu pescoço, não me incomodo mais com a comida que cai da colher no chão quando ela resolve comer sozinha. E, agora, não tenho me incomodado com as escapadas de xixi no chão.
E esse é o ponto, eu estou madura como mãe para ensinar a minha filhota a usar o banheiro. É claro que minha casa está cheirando a banheiro de rodoviária e muitas vezes larguei tudo para atender ao chamado “Mamãe, xixi banheio” e o xixi saiu antes da frase terminar, mas a alegria da minha mocinha usando calcinhas das Princesas é muito maior que a mancha no carpete.
Hoje não tivémos nenhuma escapadinha, mas ela tambem não fez nenhum xixi. Acho que isso é positivo, ela está aprendendo a controlar a vontade.
A minha felicidade é mais por ter me descoberto uma mãe paciente e atenciosa, muito mais do que era antes. Acho que encontrei a chave para o melhor relacionamento com minh gatinha!

E a nossa proxima aquisição literária serão os livros Cocô no trono e um outro que o tema é relacionado, mas esqueci o nome!!!!!

4 responses to “Graças ao desfralde, me conheci…

  1. oi lu!
    achei lindo esse seu post!
    me inspiro em mães assim, que de vez em qdo chutam o balde – com toda razão – pra tomar fôlego e imitá-las!
    é que as vezes me acho “boazinha” demais, e aí deixo passar muitos comentários desnecessários e sigo calada – e sentindo muito – muitas críticas absurdas.
    outro dia ouvi – juro que ouvi – que ‘já era bom eu ir acostumando a minha filha com as palmadas’
    i-na-cre-di-tá-vel!!!
    tirando o fato que eu sou a favor do educar, e do castigo qdo necessário, ao invés das palmadas, minha filha tem 6meses de idade. você leu certo: MESES! acredita?! eu demorei pra acreditar!
    o pior é que fico realmente mal com comentários desse tipo. gostaria de aprender a nem ligar…
    me acho uma mãe muito boa (me descobri como mãe e me amei – e amo – a cada segundo!): sou carinhosa, cuidadosa, delicada, gentil… brinco, pulo, toco violão… e também beijo e cheiro bem muitão!
    mas tem comentários que me deixam pra baixo e aí sofro!
    ensina… rsrsrs
    beijos querida!
    obrigada pelo post inspirador!

  2. Lindo, Lu. Quanta verdade nesse post.
    Castigo físico aqui em casa nunca teve (nisso sempre fui rigorosa), mas falta de paciência e agressividade verbal da minha parte já teve sim. Quanta culpa dá, mas há coisas que os filhos fazem que, por razões que estão fora do alcance da nossa consciência, deixam a gente louca! Comigo o problema sempre foi na hora de comer. E olha que, além de me esforçar, tenho consciência de que sou uma mãezona!)
    Incrível como em cada casa tem um “issue”. Em algumas é o cocô, em outras a comida, no seu caso foi o desfralde. A gente se trabalha criando filho, né? Pelo menos a oportunidade nos é dada, aproveita quem quer ou quem pode. Não acredito em mãe perfeita, em mãe que nunca tem raiva, nunca perde a paciência. Somos todas humanas e casa onde não rola disso é porque a mãe não convive com o filho (talvez a babá ou a avó que façam o “trabalho sujo”, já ouviu falar em filho bibelô?).
    E falar sobre isso honestamente é bárbaro. É amor por eles! Parabéns!
    Beijo
    Re

  3. Luana, a minha mudança foi porque eu sofria demais com os comentários. E isso acabava afetando minha filha também. Passamos muito tempo juntas, então qualquer coisa que eu sentisse que me deixasse triste, ela sentia também. E o comportamento dela mudava muito. A Tia do Daniel tem uma aluna particular que tem uma filha da idade da Daniela, ela é rica (nós sobrevivemos), tudo que a aluna faz é maravihoso e eu não sei de nada. Um dia ela veio me dizer que não era mais ara usar lenços umidecidos porque provocavam infecção urinária e que eu teria que esquentar a água e limapr com algodão. Grosseiramente eu disse que não tinha tempo para isso e que ficava feliz pela fulana ter quem esquentasse a água e limpasse a filha dela da melhor forma. E ressaltei que a minha filha eu cuidava da forma que eu considerava melhor. Não pense que os cometários pararam ali, sempre ouço um ou outro, mas ou respondo à altura, ou finjo que não ouvi, faço cara de paisagem e saio de perto. Tente fazer isso, foi a melhor coisa que eu fiz. As primeiras palmadea que dei na Dani foi por causa de gente instigando, então perdi a cabeça e batia no bumbum. Hoje, quando falam eu digo que quem aguenta a manha dela sou eu e que nã bato mais nela porque se eu não bato nos “comentaristas” que falaram coisas que eu não gostei, não vou bater nela que fez algo que não gostei. E te digo mais, estamos passando momentos maravilhosos à base de muita conversa e compreensão!!!
    BEijos Lu e muita sorte com os comentários!

  4. RE, sabe que tudo foi muito fácil com a Daniela. Ela sempre dormiu sozinha no escuro, desmamou por conta (e por cnta das visitas inconvenientes tbm, tirei a chupeta dela do dia pra noite e ela não sentiu falta. Mas a fralda tem sido difícil mesmo! Eu estava acostumada com a facilidade que tinha com ela, e agora estou aqui, me batendo mesmo!
    É claro que eu sinto um nervoso toda vez que tenho que correr com tudo pra limpar o xixi no carpete, mas fico controlada e penso no quão pior seria se eu brigasse com ela. Fora muitas outras situações que me tiram do sério e eu chego a tirar a pantufa do pé. Mas faz tempo que não toco a mãe nela, ela é tão pequenina e indefesa, imagine o medo que ela não sente de uma pessoa adulta ameaçando ela.
    Agora a mãe perfeita e a mãe de bibelô mesmo, mas isso aqui não existe! Sou eu mesmo com o trabalho sujo e de vez em quando dividido com o marido!!!!
    MAs é assim, sou realizada como mãe por esses aprendizados a longo prazo!!!!
    Beijos Re

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