A escola perfeita…

… É a escola da Dani!

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Não canso de repetir. É maravilhosa, no mínimo!

Como em toda escola existem aquelas crianças que não sabem como extravasar os sentimentos. Ou não sabem os limites próprios e dos outros. Na escola da Dani não é diferente. Ela tem um coleguinha que volta e meia está batendo, empurrando, mordendo, beliscando e muitos outros andos…

Um dia desses o pai da Dani foi buscá-la e viu que o TAL coleguinha estava batendo na cabeça dela (o termo mais correto seria socando) e foi acudir. pediu que o garoto parasse de bater nela e a levou embora. Mas naquele dia foi diferente, ela ficou arrasada com aquilo, ela dizia chorando  “Papai, ele não é meu amiguinho!” Chorou até dormir e, só acordou às 8h da manhã seguinte. Fiquei preocupadíssima, ela não quis jantar, não quis ficar comigo, só queria

ficar dormindo e toda coberta, e no meio da noite teve pesadelo!

E, é claro que fui conversar com a professora. perguntei o quanto isso era frequente, mesmo porque ela sempre falava que o fulano batia, beliscava e empurrava, mas eu deixava que a professora sabia o que fazer. Mas naquele dia, ela sentiu mesmo, e me senti na obrigação de tomar uma iniciativa. a professora me ouviu e disse que conversaria com a mãe do menino (essa não é a atitude padrão da escola, eles conversam com as crianças mesmo).

Na quarta-feira passada a professora nos chamou para conversar. Fiquei muito apreensiva, pois achei que aquele assunto já havia sido resolvido. Ela e a diretora começaram perguntando como a Dani estava, falei que estava bem, tirando o fato dela estar comendo pouco e ter pesadelos sempre que alguma coisa acontece que a chateia. Elas então me informaram que decidiram colocar o menino na turma dos grandes para que isso nunca mais aconteça, informaram que estavam muito preocupadas com essa questão dos pesadelos e me falaram uma coisa que eu não sabia.

Quando a criança quer muito ficar sozinha, coberta, sempre buscando se auto-aconchegar, é porque ela está querendo contato físico, precisando de proteção, que era o caso da Dani. Ela estava se sentindo ameaçada e precisando de chamego. A professora disse que reparou porque sempre que a Dani tinha uma oportunidade de ficar só com a professora ela pedia colo, ficava se esfregando como gato nas pernas dela. E a professora disse que foi pesquisar e viu que isso era comportamento de atenção, enquanto algumas crianças se tornam mais agressivas, outras se tornam mais carentes e dependentes.

Resumindo, achei fabulosa a abordagem da professora, fiquei muito feliz por, mais uma vez, ter a certeza de estar acertando enquanto mãe. A escolha desta escola foi difícil ($) mas acertada! E o que me encanta a cada dia mais é saber que lá, minha filha não é uma criança. Minha filha é a Daniela, sensível, doce, determinada e

feliz (palavras da professora)! E, nada é mais importante para uma pessoa do que poder ser ela mesma, sem repressões. Por isso, acho importante a busca de informações sobre o desenvolvimento da criança, para sabermos que alguns comportamento não acontecem apenas por acontecer, eles são sinais de que algo está acontecendo de diferente!

Beijos

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