E viva a diferença…

Já escrevi algumas vezes sobre como quero que a Dani (e agora a Alice) tenham uma visão natural do mundo. NUNCA mostramos para a Dani diferenças, e quando as diferenças são percebidas por ela, tentamos esclarecer da forma mais natural possível. Acreditamos que na idade dela (4 anos na próxima semana) muitas explicações só confundem e começam a gerar preconceitos.
Eis que na escolinha da Dani ela tem uma amiguinha nova, que é “especial”. A menina é uma fofa! Linda, delicada, um doce! O que me encantou foi a forma como as crianças reagiram à chegada da amiguinha: NORMAL! Eles olham para ela como olham para as crianças menores, que derrubam suco, ou se sujam! Cuidam dela e não enxergam diferença!
Mas resolvi postar sobre isso hoje, porque depois de três dias fora, marido voltou de viajem e a Dani quis matar as saudades do pai contando tudo do “Cordão Doiado”. E ela contou que uma amiguinha (falou o name) baba muito! cochichei com o pai que é a amiguinha especial e falamos apenas que ela baba muito porque não consegue ficar com a boquinha fechada. Ela disse “É né!”, e o assunto acabou ali!
Isso só confirma que é o adulto quem semeia o preconceito na cabecinha das crianças, é pelo nosso olhar que eles olham o mundo, e se não for, nosso olhar transforma a forma como eles enxergam coisas simples e belas! O negócio é se policiar para não destruir a visão bonita que as crianças têm das coisas e das pessoas, e acho que um começo é permitir que elas falem sem reprimi-las. A primeira forma de despertar o preconceito é podar a visão da criança. Ela enxerga que aquela pessoa não é igual a ela, ou ao pai, ao à mãe, e na ingenuidade dela, ela vai falar em alto e bom tom! Se alguém mandar se calar ou cochichar comentários maldosos ela interpretará que aquela pessoa é diferente e que aquele diferença não é legal. Aí começa o preconceito. Se as próprias pessoas portadoras de necessidades especiais lidam bem com sua condição, porque os outros irão se incomodar?
Deixo esse post para pensarmos em nossas atitudes e no que estamos passando para nossos filhos diariamente! Crianças são esponjinhas que absorvem cada sentimento do adulto, por isso temos que olhar com naturalidade a todas as pessoas, independente da condição física, da raça, da cor, da religião!
Beijos

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