Quando críticas são mal vindas…

Estou em uma fase em que críticas me fazem pensar. Antes eu agia com rispidez, mas hoje penso a respeito da crítica e absorvo o que me fará crescer. Mas hoje ouvi uma crítica de uma pessoa que, juro, não esperava! Uma das professoras da escola me “malhou” ao ver a Dani no wrap nas minhas costas. Sim, estou grávida de 25 semanas, super saudável e, independente disso tenho uma filha de 4 anos que ainda precisa de mim. A gravidez não fez com que a Dani se tornasse uma criança completamente independente da noite para o dia. Ela amadureceu muito, mas ainda precisa da mãe e do pai. E um dos casos é quando ela está cansada e pede colo. No colo para mim é difícil carregá-la, então optei por carregar o wrap na bolsa dela, assim, quando acontecer dela cansar, posso carregá-la com conrforto.

Enfim, essa professora, mãe também, disse que NUNCA MAIS devo pegar ela no colo porque ela nessa idade TEM que caminhar 10KM por dia. Argumentei que hoje havia sido um dia diferente, que ela estava cansada porque tinha ido pela manhã na aula de dança e que pediu pra ir no “macaquinho”, coloquei nas costas e levei. Cheguei na escola super bem e com ela bem relaxada. Mesmo assim a professora e uma mãe de um garoto que bate em todos os amiguinhos, completamente sem limites continuaram me ovando. Fechei a cara e saí de lá, antes a professora disse com toda prepotência dela “Falo mesmo porque com essa barriga não tem que pegar filha grande assim no colo, ela já tem 4 anos e tem que andar!”… ARGHHHHHHHHHHHHH

Sempre acreditei que, se mãe não pudesse pegar filho no colo grávida, não engravidava antes do filho ser bem grande. Outra, estou ótima, minha gravidez está correndo muito bem, o período de risco já passou, porque tenho que negar colo para minha filha? Fiquei bem chateada, conheço meus limites e não faria nada que pusesse em risco minha gravidez ou a Alice, não sou inconsequente nem irresponsável! Mas daí q me dar sermão na porta da escola sobre como devo agir com minha filha. Não gostei, ela não teve argumentos para me convencer de que realmente faria mal e muito menos me convenceu que devo deixar a Daniela chorando na rua morrendo de cansaço.

Não sei, me parece desumano… “Vai andando que você já é grande!”, achei essa colocação horrível, principalmente porque a Dani pesa 14Kg, não é nada demais. E não acontece sempre. E mais uma vez, pessoas que não fazem parte do nosso dia a dia se atrevem a dar palpites. Quantas vezes elas viram a Dani no wrap? Quantas vezes já viram a Dani no colo? Quanto tempo passam conosco para julgar dessa forma? Pego no colo e vou continuar pegando, tenho argumentos a favor do colo. Um deles foi o quanto ela chegou relaxada na escola. Eu poderia ter levado ela andando arrastada na rua e ela chegaria uma pilha na escola, mas optei por levar ela  nas costas, sem chorar e ainda descansar!

Sei lá… Enfim!

O que você pensa sobre isso? Tem idade para dar colo? Você concorda que a criança tenha que ser sacrificada por uma sociedade que acredita que aos 4 anos ela já é independente?

Beijos

7 responses to “Quando críticas são mal vindas…

  1. oie lu, acho q são duas coisas diferentes
    uma é ela querer colo pq esta cansada, outra é ela ja ter idade pra andar
    sim eu acho q ela tem idade pra andar, sim eu daria colo se a criança tivesse muito cansada. Na verdade a Manoela é pesada, volta do Ballet se arrastanto e as vezes “tento” pega-la no colo um pouco mas não aguento.
    Aqui na europa é suoer, mega hiper comum vc ver crianças de 6, 7 anos no carrinho pq cansaram de andar, eu me arrependi de ir a paris ano passado sem carrinho, a gente batia tanta perna q tinha q carregar no colo a manoela…
    enfim, cuidado pra não super proteger a Dani, veja se realmente não pode andar pq esta muito cansada ou é dengo… pq essas meninas são especialista em um dengo né, kkkkkkkkk
    quanto a prof, abandono oras
    bjim

  2. Lu, que delícia, vc está grávida!!! Parabéns, minha querida. Eu acho que vc tem todo direito de levar sua filhota no colo e reconhece seu corpo quando estiver fazendo mais que o possível. Eu adoro pegar Malu no colo, enquanto caminhamos para colégio e ela pesa 22 kilos e já tem 5 anos. Já devo ter ouvido algum palpiteiro, mas a situação outra. quando estamos grávidas, todo mundo quer cuidar da gente e explicar como fazer, né…Imagino a situação e o absurdo que os palpiteiros consideraram aquele seu ato de mãe. Querida, vc não está errada e nem os palpiteiros querem seu mal ou condenar sua ação. eles estão apenas preocupados com vc e ao invés de se colcoarem à disposição, criticam!!!
    Vc tem toda razão de estar nervosa com esses palpites, mas eles não fazem por mal.

    Mudando de assunto: quero lhe fazer um convite. Topa “conversar” sobre como orientarmos nossos filhos diante da publicidade infantil? Tô pensando em resgatar aquelas nossas conversas via blog e pensei em te convidar pra discutir isso no seu blog. Faça no seu tempo, do seu jeito e desabafe!!! o ponto de partida dessa conversa está aqui ó: http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html
    a idéia não vc comentar, mas escrever o seu post respondendo essa questão sobre o que fazer?????
    Eu vou programar um post convidando vc de forma oficial pra sexta, dia 07/05, lá no blog do Desabafo e fico no aguardo do seu feedback.

    bjkas e boa gravidez com a Daniela no wrap!

    • Ceila, que saudade! É verdade, os palpites não são por mal. MAs sabe né, grávida… Mas acho que existem forma e formas de falar. E palpiteiro não pensa muiro nisso não! Enfim, a Dani continua no wrap quando é necessário!!!
      Aceito e agradeço seu convite!!!!! Já vou começar a rascunhar alguma coisinha!!!!! Beijokas e obrigada!!!!!

  3. Eu sei que a esta hora você não está mais grávida, mas acho que outras grávidas irão ler. Primeiramente achei όtimo teu desabafo. Acho que hoje as pessoas não compreendem a capacidade de uma mãe e o que é ser mãe. Carregar uma criança, mesmo de 4 anos, é muito benéfico para ela. As crianças até aos 6 anos querem colo, e é natural! E você fez o que todas as grávidas deveriam fazer que é carregar no pano (wrap), você cria uma postura correta, cria mύsculos e protege a coluna.
    Lu sua filha tem sorte de ter uma mãe que sabe escutar seus pedidos. Eu não acredito em criança “dengosa”, acredito que a criança não formula da mesma maneira e não tem vocabulários para adultos.
    Abraços.

  4. Lu, leio seu blog e me lembrei de você hoje, olha o que me aconteceu:

    Eu adoro a escola de Letícia! É pedagogia waldorf, antroposófica,e me encantava o respeito ao tempo da criança. Hoje, porém, comentei com a diretora que o teste de Amanda com leite de vaca não deu certo, e ela só vai para a escola quando tolerar pelo menos os traços de leite. A resposta: “Você ainda amamenta? Está na hora de parar!” e disse que os pediatras antroposóficos recomendam parar com menos de 1 ano para “não criar vínculo muito forte”. Minha resposta foi: “Pois eu confio mais nas recomendações da OMS e não vou parar!”.

    Primeiro: não cabe à escola, ao pediatra e a ninguém fora da díade mãe-filho preconizar o desmame.

    Segundo: As evidências científicas apontam os benefícios do aleitamento até os 2 anos ou mais. Desmamar para ter que dar o leite feito para outro filhote (bezerro, cabrito, etc) é non-sense. Depois dos 2 anos, sim, é possível alimentar bem uma criança sem nenhum tipo de leite.

    Terceiro: Em se tratando de criança alérgica, o aleitamento é fator importante na cura. Vou desmamar para sofrer a cada vez que o governo atrasa a entrega da fórmula de aminoácidos? Ter que acionar Ministério Público para conseguir esse alimento? Sofrer quando a alfândega reter as cargas de leite de arroz, como vem ocorrendo?

    Meu impulso foi pensar “aham, Steiner, senta lá”. Afinal, ele era filósofo, não era médico, nem psicólogo e nunca amamentou. Essa recomendação para o desmame me pareceu mais uma forma de cercear o feminino e uma contradição com o respeito à evolução anímica individual. Então decidi pesquisar um pouco e descobri este texto:

    Antroposofia, amamentação e co-sleeping – mais um mito esclarecido

    Para os antroposóficos como para toda a gente que compreende o Ser Humano – incluindo Steiner – o tempo ideal para a amamentação e o local onde dormem as crianças, não deve ser definido por alguém que não seja a própria criança e seus pais.

    “You could hear differences of opinion ranging from “begin weaning” to “completely stop breastfeeding” at 6 months/9 months/12months/when the child begins walking; all depending on the Anthroposophical physician to whom you are listening. At times a physician, nurse, curative eurythmist, remedial education teacher, Waldorf teacher, Anthroposophist, and so on, will even attempt a direct quote from Dr. Rudolf Steiner which supports their particular view. But, no direct quotes or writings attributable to Steiner have been found that support any sort of claim that breastfeeding should cease at any specific time.”

    “The task of the parents is to provide GOODNESS from (pre) birth to 7 years of age. The younger the child, the more the Mother’s individuality is the primary director of that protection and nourishment. The Father’s individuality is to direct the protection of and nourishment of the mother so that she can protect and nourish the child. The father also must intervene to foster Goodness for the child and is irreplaceable in his purpose to nourish (food and soul!) and protect both mother and child.

    The controversy over the “Family Bed” fits in well in this context. If parents can manage to provide their child with the sense that the world is a Good place while their child tries to sleep in a room down the hall then, OK, do it that way. If the child’s behavior and acted out feelings do not demonstrate a sense that the world is a Good place sleeping away from the parents, then the parents will find that they need to revise their methods they had intended to provide a sense of Goodness. Some parents have found they meet their children’s needs for Goodness best by being with their child throughout the day and night. Most parents who practice this specific method say this allows them to more completely understand their child and respond more appropriately to their child’s needs.”

    http://www.waldorfwithoutwalls.com/articles/breastfeeding

    fonte: http://wantamiracle.blogspot.com.br/2011/10/antroposofia-amamentacao-e-co-sleeping.html

  5. Concordo com você! Simples assim.

  6. Achei o comentário desta professora desagradável e presunçoso. Se ela tem filhos provavelmente educou eles com um livro na mão seguindo teorias e não segundo seu próprio instinto. Eu dou o quanto de colo que minha filha desejar e eu puder dar! Sei que assim ela não vai precisar reivindicar isso com pedidos deslocados quando crescer! Sou tão feliz por ser mãe e poder fazer isso! A infância é tão breve e quero curtir cada momento dela !! Isso não quer dizer que minha filha seja sedentária, ela caminha muito , mas também tem todo aconchego dos meus braços quando está cansada ou precisa de um colinho, que delicia!! Abs

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