Category Archives: Ângustias

E se não depender de mim?

Engraçado. Quando pensei em um título para o meu blog, escolhi por acreditar que a vida é simples. Para viver, basta… VIVER! Há algum tempo tenho olhado a vida com outros olhos, a Ioga tem me ajudado muito. Tenho compreendido sentimentos, formas de agir e pensar alheios. Uma grande mudança interna, posso dizer. Tenho pensado antes de julgar, e confesso, isso não é fácil! Sempre fui muito explosiva, e agora estou mais reflexiva.

Mas, infelizmente, algumas situações não dependem das minhas reflexões, independem se eu me coloquei no lugar do outro ou não… E, como é difícil você acreditar que tudo pode ser diferente, você visualizar que você e o outro podem mudar, e não conseguir convencer o outro que essa mudança é possível. Pior ainda, é quando você está com uma barriga enorme, às 28 semanas de gestação, com os hormônios completamente alterados e precisa lidar com uma situação que simplesmente surgiu na sua frente, que irá mudar completamente a sua vida e a vida das suas filhas, e que, por mais que você tente contornar, a luz no fim do túnel está cada dia mais distante. E você pergunta “Onde eu errei, porque eu quero consertar!”, ou “O que posso fazer para mudar isso? Não quero que termine assim!”…

O que posso dizer é que a vida não tem sido tão simples assim para mim. Dormir só à base de remédios, chorar o tempo todo e ainda ter que esperar a filhota ir para a escola para poder sofrer… É difícil! Meus pais têm me dado uma boa força, mas só eu sei o que tenho passado. E isso só vai passar quando tudo se resolver… O que espero que aconteça logo! Bem ou mal, a dúvida é uma inimiga!

Beiijokas

Apego, egoísmo ou valor?

Desculpem a sumida. Mas foi uma saída estratégica, já que eu precisava de um tempo para colocar idéias no lugar e definir alguns planos para o futuro. Não que tudo esteja organizado e planejado, mas já posso voltar para meu cantinho um pouco mais tranquila.

Uma das questões que ainda não resolvi é o quartinho das meninas (da Dani e da Alice)e, como sou bocuda, falei com quem não devia sobre como quero arrumar o quarto delas. E claro, ouvi o que não me agradou. “Você tem que dar os brinquedos da Daniela, ela tem brinquedos demais e principalmente o Lego, porque é perigoso pra nenêm?” ARGHHHHHHHHHHHHHHH

Bem, não sei o porque (será que porque estou grávida, com um super isntinto maternal protetor, hiper sensível a qualquer comentário , que fiquei digerindo aquilo como se estivesse ruminando a pior comida do mundo. enfim, decidi que não vou dar nada! No Natal fiz uma limpa nos brinquedos, dei muitos dos quais ela nem lembrava, não brincava e estavam mesmo sobrando. Mas daí, a dar os brinquedos que ela tanto gosta ( o Lego que ela brinca diariamente)… NÃO!!!!

Mas depois fui conversar com o marido, afinal ele também mora aqui e deve me ajudar a tomar algumas decisões. Claro que ele ficou contra mim, afinal, todo mundo é certo e eu a errada SEMPRE. Mas apertei aquele botãozinho do F… e decidi, não vou dar brinquedo nenhum mesmo! Pode ser apego material, o que não considero ruim, tendo em vista que Alice está chegando e tudo que a Dani não brincar ela poderá brincar. Pode ser egoísmo, é da minha filha, porque tenho que dar o que é dela? Nenhum adulto permite que outras pessoas se desfaçam de suas coisas sem permissão, ou simplesmente porque pessoas que não convivem com ele julgam que determinadas coisas são inúteis. pode ser valor, pois tudo que temos foi conseguido com muito trabalho, ou como presente de pessoas queridas e que queremos guardar. Sei lá… Seja o que for, é da minha filha! Não posso deixar que ela pense que porque vem uma irmã ela está perdendo o espaço dela. Isso jamais! Acho que tenho que dar um jeitinho de mostrar que tem espaço para todos aqui em casa, não importa como, mas tudo caberá!!!!

Beijokas

*Dani Berbel, esse post é para você! Seu apelo no outro me deixou comovida!!!!! Saudades!

Super Nanny…

Não… não assito, não gosto dos métodos dela e nem sei quando ou que horário passa! Mas hoje, em uma comunidade do orkut, foi postado um vídeo desse programa. eis que me bateu uma mega curiosidade sobre os métodos dessa mulher que dizem ajudar tantas famílias.

Agora, estou aqui pensando com meus botões: “Será que sou uma mãe nata? Será que nasci com o dom da maternidade? Será que acertei desde o momento da concepção na educação da Daniela?”… SIM! Estou horrorizada com o que vi. Porque as crianças das famílias que ela ajuda só pedem uma coisa: ATENÇÃO. Elas só querem ser vistas, só querem carinho e atenção. Nossa, como é bom sentar com um filho à mesa e conversar, ouvir as histórias da escola, o falatório sem parar, brincar junto, montar um quebra cabeças, passar um tempo com o filho. Mas os pais lá acham que o fato de estar em casa já é um favor aos filhos. Eles chegam em casa tão stressados que querem mais que os filhos durmam e  o fazem de qualquer forma, sem um ritual. Tinha um pai que ficou olhando o filho de três anos e meio (que ainda mamava no peito) fazer cocô na calça e disse “Eu não percebi!”. Crianças agressivas! E é tão claro que elas usam a agressividade para chamar a atenção dos pais, porque é só nessa hora que o pai ou a mãe olha para a criança (para brigar, gritar ou bater) mas é o momento que a criança recebe atenção.

Fiquei o dia todo pensando nessas crianças, que serão pais em um futuro próximo. Elas não recebem uma demonstração de afeto por parte dos pais. E, para mim, não tem nada melhor que agarrar o filhote e dar aquele cheiro no pescoço e sair correndo atrás dele fazendo cócegas!

Acho que a televisão deveria lançar uma campanha pró-brincadeiras com os filhos. Ou as empresas deveriam investir em palestras que mostrem a importância do contato físico, da troca de olhar, da brincadeira com os filhos. Todos ganhariam, porque acho impossível que um pai e uma mãe que mal sabem lidar com os próprios filhos rendam alguma coisa em qualquer trabalho!

Beijos

A escola perfeita…

… É a escola da Dani!

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Não canso de repetir. É maravilhosa, no mínimo!

Como em toda escola existem aquelas crianças que não sabem como extravasar os sentimentos. Ou não sabem os limites próprios e dos outros. Na escola da Dani não é diferente. Ela tem um coleguinha que volta e meia está batendo, empurrando, mordendo, beliscando e muitos outros andos…

Um dia desses o pai da Dani foi buscá-la e viu que o TAL coleguinha estava batendo na cabeça dela (o termo mais correto seria socando) e foi acudir. pediu que o garoto parasse de bater nela e a levou embora. Mas naquele dia foi diferente, ela ficou arrasada com aquilo, ela dizia chorando  “Papai, ele não é meu amiguinho!” Chorou até dormir e, só acordou às 8h da manhã seguinte. Fiquei preocupadíssima, ela não quis jantar, não quis ficar comigo, só queria

ficar dormindo e toda coberta, e no meio da noite teve pesadelo!

E, é claro que fui conversar com a professora. perguntei o quanto isso era frequente, mesmo porque ela sempre falava que o fulano batia, beliscava e empurrava, mas eu deixava que a professora sabia o que fazer. Mas naquele dia, ela sentiu mesmo, e me senti na obrigação de tomar uma iniciativa. a professora me ouviu e disse que conversaria com a mãe do menino (essa não é a atitude padrão da escola, eles conversam com as crianças mesmo).

Na quarta-feira passada a professora nos chamou para conversar. Fiquei muito apreensiva, pois achei que aquele assunto já havia sido resolvido. Ela e a diretora começaram perguntando como a Dani estava, falei que estava bem, tirando o fato dela estar comendo pouco e ter pesadelos sempre que alguma coisa acontece que a chateia. Elas então me informaram que decidiram colocar o menino na turma dos grandes para que isso nunca mais aconteça, informaram que estavam muito preocupadas com essa questão dos pesadelos e me falaram uma coisa que eu não sabia.

Quando a criança quer muito ficar sozinha, coberta, sempre buscando se auto-aconchegar, é porque ela está querendo contato físico, precisando de proteção, que era o caso da Dani. Ela estava se sentindo ameaçada e precisando de chamego. A professora disse que reparou porque sempre que a Dani tinha uma oportunidade de ficar só com a professora ela pedia colo, ficava se esfregando como gato nas pernas dela. E a professora disse que foi pesquisar e viu que isso era comportamento de atenção, enquanto algumas crianças se tornam mais agressivas, outras se tornam mais carentes e dependentes.

Resumindo, achei fabulosa a abordagem da professora, fiquei muito feliz por, mais uma vez, ter a certeza de estar acertando enquanto mãe. A escolha desta escola foi difícil ($) mas acertada! E o que me encanta a cada dia mais é saber que lá, minha filha não é uma criança. Minha filha é a Daniela, sensível, doce, determinada e

feliz (palavras da professora)! E, nada é mais importante para uma pessoa do que poder ser ela mesma, sem repressões. Por isso, acho importante a busca de informações sobre o desenvolvimento da criança, para sabermos que alguns comportamento não acontecem apenas por acontecer, eles são sinais de que algo está acontecendo de diferente!

Beijos

Revivendo um post antigo…

Há um ano e meio escrevi este post sobre estimulação em bebês. A Dani não falava, engatinhou tarde e várias outras coisinhas. Eu estava desesperada porque ela era “atrasada” em relação a outras crianças da idade dela.
Engraçado, como eu também era atrasada como mãe!
Hoje defendo que, independente dos estímulos (brinquedos brincados, brinquedos caros, aulas de tudo que é tipo…) a criança se desenvolve, simplesmente porque é da nossa natureza. Hoje, com três anos ela fala de tudo, pula, corre, brinca e se diverte com outras crianças, independente do brinquedo que ela brinca!
este ano optamos por uma escola com pedagogia Waldorf que defende exatamente isso: a criança cria seus próprios estímulos, não precisa de uma lavagem cerebral para aprender o que é um círculo, e nem precisa colar o barbante no triângulo para provar que consegue. Quando ela estiver preparada ela conseguirá.
E é assim que tenho vivido, um dia de cada vez, uma conquista a cada dia. Ontem ela subiu no trepa-trepa do parquinho sozinha, isso foi o máximo, porque ela subia apenas no primeiro “andar”, ela tem mais noção dos limites dela do que tinha quando eu a enchia de brinquedos que acendiam e falavam. Hoje os brinquedos falam, mas pela boca dela, quando ela fantasia que as bonecas estão comendo ou pedindo para dormir!
Isso é fabuloso!!!!! Nada como a imaginação para desenvolver qualquer criança!!!!
Gostaria de agradecer ao Roberto Luiz que reativou este post tão antigo e me mostrou o quanto evoluí neste tempo!!!!!

E mãe sofre…

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Ontem a Dani voltou da escolinha com uma baita mordida na buchecha. Foi a primeira vez que um coleguinha mordeu ela. Meu coração, na hora que vi o tamanho do roxo, apertou, ficou pequenininho. Ai, como doeu, imaginar o quanto ela sentiu dor, o quanto ela chorou e ficou sentida com aquilo. Ainda mais ela, que é toda carinhosa e dengosa.
Meu lado racional entende que é uma fase, que o coleguinha encontrou na agressividade uma forma de defesa e afirmação entre os coleguinhas. E como toda fase passa!
Mas meu lado MÃE está muito triste, ofendido, magoado. Principalmente por ter afetado a Dani tão sentimentalmente a ponto dela não conseguir dormir a noite, chorar por qualquer coisa e não querer ir para a escola de jeito nenhum. Meu lado MÃE quer ir conversar com a mâe do coleguinha e pedir que as professoras o deixem afastado dela, mas não resolveria o problema. Afinal, a escola tem outras crianças, que seriam as próximas vítimas do mordedor!
E hoje, como ela não queria ficar na escola, dei um tempinho lá com ela. A minha surpresa foi ver que ele novamente bateu nela e depois beliscou e puxou a orelha de uma coleguinha. Ou seja, isso tem se repetido, não só com a Dani.
E agora, o que fazer???? Vou conversar com a professora (que é um amor de pessoa) para tentarmos achar uma solução, porque não quero meu bebê saco de pancada de criança maior.
No meu lugar, o que vocês fariam????

Última parada 174

Para comemorar 4 anos de casados, eu e o Dani fomos ao cinema assistir Última Parada 174, indicação de Melhor Filme Estrangeiro ao Oscar. Dirigido por Bruno Barreto, conta a história de Sandro Nascimento, adolesente sobreviente do massacre da Candelária que sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro em 2000 e que terminou com a morte da última refém do ônibus por políciais.
No filme é aprensentada uma Ong que trabalha com menores da favela e mostra que só participa das atividades quem realmente quer. Não era o caso de Alê (apelido de Sandro), que deixou a Ong para roubar e manter o vício de drogas.
Mas, queria chegar aqui: Até que ponto pode-se interferir na decisão de uma pessoa que tem opções boas e ruins? E o que leva essa pessoa a escolher a opção ruim?
O Alê não sabia ler e se negava a aprender. Por que?
Não dá para dizer que o “coitadinho” é vítima da sociedade e do governo, porque ele teve opções. E eu, definitivamente, não gosto de filmes que mostram bandidos como vítimas. Existem tantas pessoas que vivem em condições de miséria e não roubam nem um pão, vivem honestamente e assim ensinam aos filhos.
Bem… Só para completar minha indignação, há dias eu queria postar sobre isso, mas acabei me entretendo com outros assuntos e deixei este (que é tão imprtante quanto qualquer outro) de lado. Mas, tem algma relação com o que acabei de escrever.
Há alguns dias li em diversos sites de jornais que o governo havia cortado parte das verbas destinadas á educação (tranporte e estrutura) como forma de prevenção à crise mundial.
Pelo amor… Um clichê, mas é por isso que esse país não vai pra frente!!!! Eu sugiro cortes nos salarios de deputados e vereadores; Eu sugiro cortes na produção de trajes caríssimos usados pelos Sr. Presidente e a Sr. Primeira Dama; Eu sugiro a redução do limite de crédito do Cartão Corporativo dos políticos; Eu sugiro muitos outros cortes, que me parecem mais supérfluos que comprar ônibus escolar para áreas rurais onde as crianças andas kilômetros a pé, ou na caçamba de caminhões para chegar à escola.

Isso é um absurdo!