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Minhas filhas, minhas guerreiras, minhas vidas!

Nada como um dia depois do outro… E a cada dia tenho percebido o quanto é difícil viver! Ter filho é maravilhoso e tenho tido certeza que é o que fortalece uma pessoa.  Podemos perder tudo, mas os filhos ficarão, sempre…

Mas tem sido difícil acordar todos os dias e deixar o que aconteceu de lado, olhar nos olhinhos de jabuticaba da Dani, ouvir um ” Mãe, você já acordou?” e sorrir, feliz porque ela está do meu lado, coçando o bico e pegando  no meu rosto com um carinho puro e sincero… Ela tem 4 anos, e NUNCA me deixa na mão! É profissional em fazer a mãe feliz! Sempre tem um sorriso amigo e acolhedor e um comentário engraçado pra fazer… Nem que seja só um segredo pra Alice, que vem acommpanhado de um ” Não falei com você mãe! Falei com a Alice!”. A Alice tem sido uma companheira e tanto para a Dani! É o que a acolhe quando ela cai e vem chorando ” Alice, eu feizi dodói!”  ou então ” Alice, a mamãe brigou comigo!”… E, para quem não sabe, Alice é a irmãzinha que tem apenas 31 semanas de vida intra uterina!

Mas é assim… Alice já é forte. Depois de uma ameaça de cesárea caso não virasse, deu seu jeitinho e virou! Está cefálica! Estamos em posição para um parto natural! É triste que ela tenha feito todo esse serviço sozinha, porque a mãe definitivamente a abandonou nestas últimas semanas! Mas é minha pequena guerreira! Está enfrentando junto da mãe coisas que nem nós, adultos conseguimos lidar!

Mas é como tenho ouvido muito: O que não mata, fortalece! E sei que meu melhor amigo agora é o tempo! Ele está do meu lado e ele vai ajudar a fechar essa ferida…

Ai

Rubi

Composição: Tata Fernandes / Kléber Albuquerque

Deu meu coração de ficar dolorido
Arrasado num profundo pranto
Deu meu coração de falar esperanto
Na esperança de se compreendido

Deu meu coração equivocado
Deu de desbotar o colorido
Deu de sentir-se apagado
Desiluminado
Desacontecido

Deu meu coração de ficar abatido
De bater sem sentido
Meu coração surrado
Deu de arrancar o curativo
Deu de cutucar o machucado

Deu de inventar palavra
Pra curar de significado
O escuro aço denso do silêncio
De um coração trespassado

“Eu te amo – disse.
E o mundo despencou-lhe nas costas. Não havia de sofrer tanto.
O mundo pesa sobre o amor. Leveza dá pena no espaço.
E se teu amor por mais pedra não voar: liberta tuas costas do peso que não carregas.
E se teu amor por mais pena não mergulhar: vai te banhar e olha-te no olhar que não te cega.
Se teu amor te pesa mais que o mundo que carregas: degela-o e deixa-o beber os deltas.”

Deu meu coração de ficar abatido
De bater sem sentido
Meu coração surrado
Deu de arrancar o curativo
Deu de cutucar o machucado

Deu de inventar palavra
Pra curar de significado
O escuro aço denso do silêncio
No coração trespassado
Ai
Ai ai
Ai

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Minha filha sabe o que está “querendo”?

Duas escolas erradas, muitas porcarias no cardápio, muitos tênis de marca em pézinhos muito pequenos que nem sabiam o que calçavam, muitos brinquedos coloridos, barulhentos e vibrantes, muitas bonecas que só faltavam brincar sozinhas… Depois de muito estímulo ao consumo infantil, escolhemos uma escola para a Dani que condena o consumo excessivo para as crianças. Vamos começar pelo fato que minha filha passa mais tempo descalça do que de tênis na escola. E que ela passa o dia na terra, na areia, na grama e que pai nenhum em sã consciência colocaria na filha uma roupa de @k#su% reais para rolar no barro. A escola também desencoraja que a criança fique em frente a televisão por muito tempo. Vou confessar que a Dani passa o dia com a TV ligada nos DVDs que ela mais curte. Ela mal assiste, mas gosta de ouvir e repetir os diálogos. Não é bom, mas dos males é o menor.

Minha preocupação começa quando ela diz: “Eu quero assistir Discovery kids Brasil no 45.”. Me preocupo porque nos DVDs não vemos propagandas de brinquedos, roupas, no máximo a divulgação do próximo lançamento no cinema, e aí ela já grita: “Quero ir no cimema comer pipoca e assistir tal filme no shopping.”. Se fazemos esse programa ela já se realiza, não precisa de mais nada. Talvez uma visita à livraria para ficar lá folheando livrinhos (coisa que ela adora!). Mas ela não pede, não faz escândalo que quer algo ou que tem que comprar (baile ela dá quando passa pelos parques.). Ela nunca foi de exigir nada, sempre entendeu quando explicamos que é caro, ou que não vamos comprar porque não precisa daquilo.

O problema são as propagandas da TV! Essas me deixam sem ação. Ela vê aquelas bonecas que fazem de tudo, cocô, xixi, mamam, medem febre… “Mãe, eu quero uma dessa boneca.” e, eu lá da cozinha, sem nem saber do que se trata falo “pede pro Papai Noel, que no Natal ele trás.”, ou simplesmente ignoro, porque querer ela pode querer tudo! Mas e quando chegamos na loja de brinquedos e ela vê que a tal boneca nem é tudo aquilo que aparecia na propaganda… Lá vai a mãe explicar que na propaganda da TV eles fazem de conta que a boneca faz aquilo, de que a TV engana sim. Ela só tem 4 anos, não vai adiantar falar agora que a propaganda só quer impressioná-la para que ela queira a boneca e a mãe compre sobre pressão da filha. Onde fica o sentimento de frustração da minha filha quando se depara com o brinquedo falso, completamente diferente da TV. Outro exemplo que ela me mostrou esses dias. A propaganda de shampoo que ela ama, que afirma que não arde o olho e não dói para pentear. “Por que você dói meu cabelo e a mãe do menino na TV não dói o cabelo dele?”… Olha a saia justa! Haja jogo de cintura para explicar que na TV é faz de conta e blá, blá, blá… O “Faz de conta…” já entrou no vocabulário dela, graças à televisão! Porque na telinha é tudo faz de conta, nada é real… Pelo menos nada direcionado ao público infantil. São propagandas insinuativas. Lembro de uma de protetor solar que me deixava enojada. Um menino de uns 5 anos estava com a mãe passando protetor e passa uma menininha da mesma idade de biquini, toda “faceirinha”. Quando o garotinho termina de passar o protetor e vai na direção da menina, chega o “namorado” dela já protegido e fica ENCARANDO o outro menininho. ABSURDO! Estamos falando de crianças nas propagandas, não de adolescentes dando em cima das namoradas uns dos outros.

Vou ser sincera, às vezes tenho vontade de desligar a televisão para sempre e me alienar. Fazer minha família aproveitar esse tempo de outra forma. Mas precisamos dos meios de comunicação, não podemos nos ausentar do mundo, simplesmente. Vejo muitos prós e muitos contras na proibição da publicidade infantil, devemos orientar nossos filhos a serem formadores de opinião, a ter o devido discernimento do que é real e do que é fantasia. Mas fazer isso com crianças pequenas, altamente expostas a qualquer estímulo é muito complicado. Aqui em casa estamos evitando canal aberto e até mesmo a TV fechada (que mais faz propagandas enganosas). Acho que nesse momento, em que a Dani ainda não sabe separar o real do fantasioso, é a melhor opção! Enquanto isso assistimos 20 vezes o mesmo desenho no DVD.

E você? Qual a solução que encontrou, ou o que pensa a respeito da publicidade infantil? Como proteger nossos filhos desse vilão?

Convido Isabella Isolani e Marília para opinar a respeito. Vamos debater, conversar, trocar idéias sobre o assunto. Como resolver uma questão tão complexa que envolve nossos filhos?

No Blogs do Desabafo de Mãe, Ceila nos convida à essa reflexão e a outra ainda, quais são as responsabilidades dos pais diante do excesso de informação e da convergência das mídias? Vamos ser pais responsáveis e debater essa questão!

Imagem retirada de: http://diganaoaerotizacaoinfantil.files.wordpress.com/2008/06/childrentv_wide.jpg

Beijos

E os pré-conceitos…

Colo é mimo…

Cama compartilhada é mau costume…

Não bater deixa sem vergonha…

Amamentar em livre demanda é isso…

Carregar no sling é aquilo…

Parto natural é coisa de vaca…

Não sei se estou ficando maluca, mas para mim tudo isso é NATURAL! Porque antes de sermos Humanos dotados de inteligência, somos mamíferos, animais dotados de instintos. Meu instinto me diz que, a melhor coisa para a Dani é dormir juntinho com a mamãe e o papai quando ela quer. E, como é a natureza, sei que alguma coisa ruim aconteceu com a Dani pela forma como ela age a noite. Se ela vem pra cama e fica dengosa, ela está sentindo alguma coisa além do normal. Se está tudo bem, ela dorme a noite toda na caminha dela. Sair da rotina faz com que ela queira dividir a cama. Ela tem 4 aninhos e ainda precisa da mãe a noite. E eu atendo, sempre (lógico que às vezes perco a paciência, porque ela desperta e não quer mais dormir) porque acredito que acolhendo no momento certo, ela será um adulto seguro. Não negar carinho é meu princípio. Dou colo e chamego sempre que ela precisa e pede pela mesma razão, para que ela seja independente e segura.

E penso assim por me parecer lógico: A criança espera proteção, cuidado e carinho dos genitores, das pessoas que devem cuidar, acalentar, amar. Não consigo imaginar que um pai ou uma mãe negue colo, cama compartilhada, peito, cheiro, carinho por acreditar que  a técnica do Fulano diz que tem que deixar chorar, Ciclano diz que amamentar em livre demanda deixa mal acostumado, que dar colo deixa atrasado e outras besteiras! Amos, carinho, segurança e aconchego não deixa ninguém mal acostumado. Deixa seguro, feliz… Qualquer criança que receba tudo isso terá estrutura psicológica para lidar com qualquer questão da vida adulta, além de perpetuar o amor e o respeito pelo sentimento e tempo dos outros. Afinal, ser mãe e ser pai é saber respeitar o tempo dos filhos, é saber que nenhuma criança é igual e evitar aos máximo comparações… Mas esse assunto fica para o próximo post!

Beijos

Imagens: Daniela slingando com a mamãe (By Isabella Isolani)

Imagens: Daniela ganhando colinho da Dinda (By Daniel Isolani)

Quando críticas são mal vindas…

Estou em uma fase em que críticas me fazem pensar. Antes eu agia com rispidez, mas hoje penso a respeito da crítica e absorvo o que me fará crescer. Mas hoje ouvi uma crítica de uma pessoa que, juro, não esperava! Uma das professoras da escola me “malhou” ao ver a Dani no wrap nas minhas costas. Sim, estou grávida de 25 semanas, super saudável e, independente disso tenho uma filha de 4 anos que ainda precisa de mim. A gravidez não fez com que a Dani se tornasse uma criança completamente independente da noite para o dia. Ela amadureceu muito, mas ainda precisa da mãe e do pai. E um dos casos é quando ela está cansada e pede colo. No colo para mim é difícil carregá-la, então optei por carregar o wrap na bolsa dela, assim, quando acontecer dela cansar, posso carregá-la com conrforto.

Enfim, essa professora, mãe também, disse que NUNCA MAIS devo pegar ela no colo porque ela nessa idade TEM que caminhar 10KM por dia. Argumentei que hoje havia sido um dia diferente, que ela estava cansada porque tinha ido pela manhã na aula de dança e que pediu pra ir no “macaquinho”, coloquei nas costas e levei. Cheguei na escola super bem e com ela bem relaxada. Mesmo assim a professora e uma mãe de um garoto que bate em todos os amiguinhos, completamente sem limites continuaram me ovando. Fechei a cara e saí de lá, antes a professora disse com toda prepotência dela “Falo mesmo porque com essa barriga não tem que pegar filha grande assim no colo, ela já tem 4 anos e tem que andar!”… ARGHHHHHHHHHHHHH

Sempre acreditei que, se mãe não pudesse pegar filho no colo grávida, não engravidava antes do filho ser bem grande. Outra, estou ótima, minha gravidez está correndo muito bem, o período de risco já passou, porque tenho que negar colo para minha filha? Fiquei bem chateada, conheço meus limites e não faria nada que pusesse em risco minha gravidez ou a Alice, não sou inconsequente nem irresponsável! Mas daí q me dar sermão na porta da escola sobre como devo agir com minha filha. Não gostei, ela não teve argumentos para me convencer de que realmente faria mal e muito menos me convenceu que devo deixar a Daniela chorando na rua morrendo de cansaço.

Não sei, me parece desumano… “Vai andando que você já é grande!”, achei essa colocação horrível, principalmente porque a Dani pesa 14Kg, não é nada demais. E não acontece sempre. E mais uma vez, pessoas que não fazem parte do nosso dia a dia se atrevem a dar palpites. Quantas vezes elas viram a Dani no wrap? Quantas vezes já viram a Dani no colo? Quanto tempo passam conosco para julgar dessa forma? Pego no colo e vou continuar pegando, tenho argumentos a favor do colo. Um deles foi o quanto ela chegou relaxada na escola. Eu poderia ter levado ela andando arrastada na rua e ela chegaria uma pilha na escola, mas optei por levar ela  nas costas, sem chorar e ainda descansar!

Sei lá… Enfim!

O que você pensa sobre isso? Tem idade para dar colo? Você concorda que a criança tenha que ser sacrificada por uma sociedade que acredita que aos 4 anos ela já é independente?

Beijos

Apego, egoísmo ou valor?

Desculpem a sumida. Mas foi uma saída estratégica, já que eu precisava de um tempo para colocar idéias no lugar e definir alguns planos para o futuro. Não que tudo esteja organizado e planejado, mas já posso voltar para meu cantinho um pouco mais tranquila.

Uma das questões que ainda não resolvi é o quartinho das meninas (da Dani e da Alice)e, como sou bocuda, falei com quem não devia sobre como quero arrumar o quarto delas. E claro, ouvi o que não me agradou. “Você tem que dar os brinquedos da Daniela, ela tem brinquedos demais e principalmente o Lego, porque é perigoso pra nenêm?” ARGHHHHHHHHHHHHHHH

Bem, não sei o porque (será que porque estou grávida, com um super isntinto maternal protetor, hiper sensível a qualquer comentário , que fiquei digerindo aquilo como se estivesse ruminando a pior comida do mundo. enfim, decidi que não vou dar nada! No Natal fiz uma limpa nos brinquedos, dei muitos dos quais ela nem lembrava, não brincava e estavam mesmo sobrando. Mas daí, a dar os brinquedos que ela tanto gosta ( o Lego que ela brinca diariamente)… NÃO!!!!

Mas depois fui conversar com o marido, afinal ele também mora aqui e deve me ajudar a tomar algumas decisões. Claro que ele ficou contra mim, afinal, todo mundo é certo e eu a errada SEMPRE. Mas apertei aquele botãozinho do F… e decidi, não vou dar brinquedo nenhum mesmo! Pode ser apego material, o que não considero ruim, tendo em vista que Alice está chegando e tudo que a Dani não brincar ela poderá brincar. Pode ser egoísmo, é da minha filha, porque tenho que dar o que é dela? Nenhum adulto permite que outras pessoas se desfaçam de suas coisas sem permissão, ou simplesmente porque pessoas que não convivem com ele julgam que determinadas coisas são inúteis. pode ser valor, pois tudo que temos foi conseguido com muito trabalho, ou como presente de pessoas queridas e que queremos guardar. Sei lá… Seja o que for, é da minha filha! Não posso deixar que ela pense que porque vem uma irmã ela está perdendo o espaço dela. Isso jamais! Acho que tenho que dar um jeitinho de mostrar que tem espaço para todos aqui em casa, não importa como, mas tudo caberá!!!!

Beijokas

*Dani Berbel, esse post é para você! Seu apelo no outro me deixou comovida!!!!! Saudades!

29/01/2010 – Ainda em tempo…

Um dia muito especial! Hoje soubemos que nossa outra jóia é uma menina, Alice. Eu fiquei muito feliz, sempre me perguntei se saberia ser mãe de menino. Mas, aparentemente, fui a única. O Daniel estava louco para que fosse um menino, e a Daniela ainda não aceitou que o “irmãozinho” agora é uma irmã.

Enfim, é uma menina grande e forte, muito saudável!  E para completar minha alegria, hoje mostrei para a Dani seu primeiro arco-íris! Nossa, foi lindo! Os olhinhos dela brilhavam, ela ficou encantada. Tirei ela do banho para mostrar, nossa… A expressão do rosto dela foi única, encantamento, dúvida. Mas ela não falou nada, apenas olhou.

Estamos em fase de produção de paciência, muita paciência. A Dani tem estado muito rebelde (não imaginava que aos três anos uma criança seria assim), ela faz de tudo para contrariar, enfrenta e responde. Tudo ela vai matar ou destruir. Enfim, é um ciúme da irmã, eu sei, mas como é difícil lidar com isso. Eu cobro do Daniel paciência com ela e, às vezes, me pego brigando (é lógico que existe uma diferença bem grande – ele briga na primeira mal criação, eu estouro depois que meu vocabulário já esgotou). Hoje ela estava muito rebelde, e eu perdi a paciência mesmo, briguei, segurei o braço… E agora, que chegamos em casa ela está deitada na cama, depois de ter tomado banho sem um choro, cortado e pintado as unhas, jantado bem e tomado todinho. Juro que se alguém vê, diz que sou um monstro exagerado por reclamar da rebeldia dela.

Mais uma vez afirmo, minha filha sente falta de nós duas em casa, sente falta do banho tranqüilo às 19h, sente falta da janta na mesa com a mãe, sente falta de deitar comigo na cama e conversar até o soninho chegar, ou de ouvir sua história com a vela acesa…  E isso me dói, pois eu sei que somente eu posso ajudar minha filha a lidar com a vinda de uma irmã, e sei também que ela está clamando atenção.

O que me tranquiliza é que a partir de sexta feira eu serei só dela, ficarei em casa o dia todo com ela, e então, poderemos nos entender novamente!

E eu achei que ficaria mais fácil…

… à medida que a Dani fosse crescendo. Achei que ela ficaria mais acessível e compreensiva. MAs ela tem se mostrado  uma pessoa de gênio muito difícil, nossa… Tenho penado para lidar com ela.

Ela tem rompantes de mau humor (sim, aos 3 anos e nove meses ele tem isso), grita, chora, esperneia e vai para o quarto brava. De repente ela volta um doce, como se nada tivesse acontecido. E vou contar, tenho que contar até 100 antes de surtar. Mas, como humana que sou, ás vezes minha paciência chega ao fim e aí o bicho pega.

Ontem tivémos dois episódios que me deixaram maluca:

– No carro (se é que fusca é carro, porque para a Dani, Fusca é Fusca e carro é carro) ela começou a ter chiliques, gritar e me responder, chutar meu banco e gritar mais. Falei algumas vezes para ela parar e depois para ela não me responder. Quando explodi, virei para trás e deu um tapa na boca dela (que o conselho tutelar não me leia). Imaginem como fiquei (sou contra bater, completamente), tive vontade de chorar, mas me contive e falei para ela nunca mais me responder. Ela voltou a ser a minha Dani, que me chama para comer a comidinha dela na casinha e chama o pai para montar avião de Lego.

– Na hora de dormir, fomos colocar o pijama e recomeçou o chilique. Gritou, chorou e esperneou. Tentei conversar, fazer carinho no colo e nada acalmava a menina que não queria colocar o pijama. Até que em certa altura ela olhou bem séria para o Pai e disse “Cala a boca”. Nossa. Acho que fiquei até vermelha, na hora meu marido deu um tapa na bunda dela e disse para ela não falar assim nem com ele e nem com ninguém. Ela se acalmou e colocou o pijama.

Enfim, não sei o que está acontecendo com ela. Às vezes penso que pode ser ciúmes do irmão, mas não dou motivos para isso. Tenho mostrado que a vinda de um irmão é bom para ela, que ela vai ganhar um irmão e amiguinho, tudo sempre em torno dela. Tenho passado mais tempo com ela, em casa, brincando e vendo filminho. Tomamos banho juntas para ficarmos conversando e brincando… Juro que estou perdida! Sempre odiei criança sem educação, e é assim que ela está. Parece que não ensino nada para ela. Ela dormiu na casa da Tia Avó de sábado para domingo, e voltou assim. Não sei se tem relação, mas agora vou ficar bem de olho, porque sei que lá ela faz o que bem entende. Mas daí vir para casa e achar que pode se comportar como lá… É outra história!

Bem… Ajudas são muito bem vindas!!! HAHAH

Beijos