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Balanço de 2008…

Nestes meus 27 anos de vida, eu nunca havia feito um balanço de tudo que havia ocorrido na vinha vida nos últimos 365 dias que se passaram.

Este ano decidi que era hora de pensar nisso, afinal só se vive uma vez e, deixar de lado os acontecimentos, talvez me levasse a repetir nos próximos anos erros que poderiam ser evitados se reconhecidos precocemente.
Enfim, aqui vai tudo que bom e ruim que me aconteceu na minha versão dos fatos.
No ano passado eu não estabeleci metas, nem pensei no que queria para este ano que está acabando. Simplesmente vivi. Mas, diferente dos outros anos, vivi intensamente. Deixei que meu corpo e meu coração interagissem e se ouvissem, e me permiti me ouvir. Isso foi o que de mais positivo aconteceu comigo, mudei muito sim.
Aprendi a interpretar muitos sentimentos e lidar com eles. Banalidades não são apenas banalidades. São exercícios dos quais precisamos para nos tormar maduros e ter forças para enfrentar desafios maiores.
Quantas vezes escrevi “Sou atéia, não acredito em Deus!”, entendi esse sentimento também. E, por isso me sinto vitoriosa, não sou um monstro por não acreditar em um “Senhor Todo Poderoso”, me sinto especial por, agora, conseguir explicar a minha crença. Eu sinto que cada um dos seres viventes é Deus, e acredito que a bíblia foi uma forma que “encontraram” para ilustrar ações que devemos seguir ou adotar para atingir  a nossa divindade. Eu sou Deus quando abro o MEU Mar Vermelho e atravesso caminhos que jamais acreditei que pudesse atravessar. Eu sou Deus quando me presenteio com Incenso e permito que toda energia negativa seja liberada e me purifico. Eu sou Deus quando tenho Mirra que amarga a minha vida e me faz muito mais forte. Quando faço o Ouro do sorriso da minha filha enriquecer minha vida. São todos presentes dados a Jesus pelos Reis Magos e que sem interpretação, faz parecer que Natal é apenas dar presentes porque os Reis presentearam Jesus.
Estou feliz porque consegui enchergar uma interpretação que me faz feliz, me faz bem e corrobora com todas as minhas outras crenças (evolução, energia, positivismo…).
Como mãe, aprendi que posso sentir, dizer e agir como achar melhor para minha filha. Entendi o vazio que sentia desde o nascimento dela, uma cesárea eletiva. Cadê minha barriga? Estava chorando ao meu lado, de repente. Senti que faltou a passagem do trabalho de parto, faltou me preparar para um parto. Reconheço que fui imatura em aceitar uma cesárea sem questionamentos, e aprendi, finalmente, que meu corpo é parte da natureza. Sendo assim, ele está pronto para responder a todos os estímulos naturais que receber. O parto é um deles. Sou mulher, mamífera e tenho capacidade de parir como qualquer outro animal. E, assim como qualuqer outro animal, tenho que bajular minha filha, ela ainda é muito dependente de mim, do meu amor, dos meus cuidados. Abri mão de trabalhar fora de casa por sentir que era melhor para NÓS ficarmos juntas nesse momento, senti que dar um cheirinho no pescoço dela tinha um efeito mais calmante do que qualquer dose cavalar de maracujina, senti que brincar era mais gostoso do que ficar grudada no computador e, senti que dormir juntinho é delicioso, sentindo aquele bafinho quentinho no meu rosto. Me libertei, porque tudo isso que defendo hoje vai contra tudo que a sociedade prega. Por que um bebê de dois anos TEM que ser independente? Ele terá uma vida toda para aprender isso. Por que pegar no colo e beijar muito é mimar? Não existe nada mais íntimo do que o toque carinhoso entre mãe e filho. Por que bater é a melhor solução? Aboli palmadas, não quero minha filhota intimidada por um adulto enorme dando tapas nela, ela ainda é indefesa. Esse ano aprendi que o amor é sim incondicional, intransferível, imensurável e delicioso. E como tem sido gratificante ficar com a Dani o dia inteiro só para mim!
Aprendi a respeitar as opções do meu marido, afinal, ele também tem vontades, sonhos, ideais. Não pensamos e nem sentimos igual, somos diferentes e devemos usar essas diferenças para nos completar, e não para nos afastar.
Cresci internamente, intelectualmente, sentimentalmente. Li 13 livros este ano, alguns muito bons que lia em dois dias, outros que não prenderam minha atenção e li em um mês. Mas cada um, da sua maneira, me fez ter visões diferentes de muitas coisas. Posso amar fervorosamente, amor comparado à vida e à morte, como a série Crepúsculo. Posso questionar sentimentos paternais, como O Filho Eterno. Posso ler as entrelinhas, como Eu Sou o Mensageiro. Posso cuidar da mnha filha sem a necessidade de manuais, como Criando Meninas. E posso mudar atitudes com ela, como Quem Ama, Educa. Posso crescer financeiramente, como Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. Posso ler prazeirosamente como A Menina que Roubava Livros, ou fazer uma auto análise dos mes atos passados como O Caçador de Pipas. Deixo aqui, mais uma vez, meu estímulo à leitura. Ela me ajudou a mudar!
E, comigo, esse blog cresceu também! Tenho orgulho toda vez que leio comentários, que vejo muitas visitas, quando releio meus posts, nada profissionais, mas sinceros e dedicados!
Para o próximo ano vou traçar metas, continuar lendo, amar muito mais e ouvir mais também! Quem sabe não chego mais próximo da mnha divindade!!!!!
FEliz 2009 para todos!!!!
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Surpresa que os filhos nos fazem!

Hoje estive no shopping com a Daniela para lhe comprar um presente de Natal com com dinheiro que o Bizo mandou! Fui direto para a loja de brinquedo. Ela parou no corredor e falou para o Pai:

“Quero um libro, Papai!”

Quem recusa dar um livro para o filhote, ainda mais quando é pedido assim!!!!!
HAHAHHAHAHAH
O livro que ela escolheu foi um em que as formas geométricas saem e encaixam como peças de quebra-cabeça!

Lindo!

Paixão à primeira lida!

Sim… O título é este mesmmo!
Uma amiga emprestou para que eu lesse o livro Crepúsculo de Stephenie Meyer. A príncipio achei que seria um livro bobinho, imagine só, um livro que descreve uma história com vampiros ser bom!
Eis que em quatro dias li (um livro de 340 páginas), ou melhor, devorei!
Me apaixonei pelo personagem principal, Edward, um vampiro! É um livro que envolve, nos faz viver a história, chorar, sofrer, roer as unhas e se deliciar com o romance! Fiquei tão encantada e hipnotizada, que no dia seguinte comprei o livro Lua Nova que é a continuação de Crepúsculo. Eis que ontem li 142 páginas antes de dormir. E só parei porque hoje teria que trabalhar!
Como é delicioso ler livros que nos inspiram, nos fazem suspirar, desejar coisas e pessoas, imaginar!
Bem, saindo um pouco do tema Vampiros, outro livro que estou lendo (e me arrependo por não ter dado tanta atenção quanto dei ao Crepúsculo) é O Filho Eterno de Cristóvão Tezza, livro que retrata a relação (aos olhos do Pai) entre pai e filho portador de Síndrome de Down em uma época que a pessoa Down era vista com olhos preconceituosos (pela falta de conhecimento) e era discriminada pela aparência diferente.

Resolvi citar O Filho Eterno porque ontem, quando estava no Tubo esperando o ônibus com a Daniela e o Daniel, uma menina Down veio conversar conosco sobre a Barbie da Dani e, rapidamente tirou da bolsinha dela duas Barbies que tinam nome, estavam com xucas no cabelo e eram tratadas como crianças. Achei tão lindo!

A mãe da menina falou uma coisa tão absurda que me senti na obrigação de contrariá-la. FAlou que a menina (com 11 anos) já era grande para brincar com bonecas, mas que ela não queria deixar de lado de jeito nenhum. PODE? Todos os dias torço para a Daniela chegar aos 12 anos brincando e imaginando, não quero que ela saia caçando namorados com 12 anos. Quero que ela brinque muito e se divirta como crinaça o maior tempo possível, mesmo porque, ela terá a vida toda para ser adulta!

Beijos e aqui ficam minhas indicações!

E a educação pública…

Lendo o blog da Sam o post Ainda há muito o que fazer veio bem a calhar!
Ontem assisti a reportagem sobre a qualidade do ensino no Brasil e, mais uma vez, tive a certeza de que podemos fazer a diferença.

…De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, o Brasil de 2,4 milhões de analfabetos com idade entre 7 e 14 anos, dos quais 2,1 milhões (87,2%) frequentaram a escola no ano passado.(G1)

O que é isso?
O que as escolas estão ensinando?
O que estas crianaças fazem na escola?
O que os pais pensam sobre isso?

Infelizmente essa é a realidade. E por isso, eu e meu marido preferimos trabalhar mais e PAGAR para garantir uma educação escolar de qualidade, o que é um absurdo, porque é obrigação do Estado:

TÍTULO III
Do Direito à Educação e do Dever de Educar
Art. 4º. O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a
garantia de:
I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
II – progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;
III – atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades
especiais, preferencialmente na rede regular de ensino;
IV – atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de
idade;
V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística,
segundo a capacidade de cada um;
VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
VII – oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e
modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que
forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola;
VIII – atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de
programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência
à saúde;
IX – padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade
mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensinoaprendizagem.


E o problema continua sendo a falta de sincronia entre teoria e prática. Uma pena, porque novamente, este ano, vamos às urnas e podemos contar nos dedos o número de candidatos que se propões a melhorar as condições em prol da qualidade da educação.
Sinto-me repetitiva, andando em círculos porque sempre que decido escrever sobre a educação sou tomada pela frustração. Mas sou otimista, e quero acreditr que nós, pais, faremos a diferença.
Vamos começar participando dos debates promovidos pelo Desabafo de Mãe no Concurso Escola que tem trazido muitas informações e histórias interessantes e pais que estão “tentado” fazer a diferença na educação escolar dos filhos.
O debate acontecerá até o dia 15 de outubro e os melhores comentários ganharão Kit Mercur Hot Weels (para quem participar do debate sobre Metodologia de Ensino no blog da Sam), Kit Mercur e o livro Exercícios de Ser Criança, de Manoel de Barros (para quem participar do debate sobre Os Principais desafios da escola do seu filho no blog da ) e o livro A Menina que Queria ser Anjo (para quem participar do debate sobre O que você faz para mudar os desafios da escola do seu filho AQUI no meu blog).
Os blogs Reporter mãe, Meu mundo e nada mais e Onde está a Oli? estão debatendo sobre sua influência na vida literária dos seus filhos.

Participem e ajudem a mudar o futuro da educação em nosso país!

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FEIRA DO CONHECIMENTO

Na quarta-feira passada, a escolinha da minha filha realizou a Feira do Conhecimento. Cada turma expôs atividades sobre determinado assunto e as ilustração do tema ficou por conta de sucatas.
Não é porque teve a participação da minha filha, mas ficou lindo demais. Digno das lágrimas que derramei!
A salinha dela fez sobre Animais Marinhos, mas os trabalhos incluiam vários anmimais de diferentes ambientes. orboletas com filtro de café usado, cobra com jornal e meia calça velha, abelhas com rolos de papel higiênicos, fantoches com caixinhas de pasta de dentes. Usaram de muita criatividade e capricho, Além de colocarem as crianças para explicar aos pais cada trabalho exposto!
Nossa! Como fiquei orgulhosa em ter matriculado minha filhota naquela escolinha! Como fiquei feliz em ver o quanto se produz e se atiça a imaginação das crianaças utilizando lixo (e não ficou de lado em casa, porque a Dani brinca com os trabalhos que ela ajudou a produzir).
Foram dois meses juntando caixas, garrafas e mandando para a escola. Foram dois meses de uniforme sujo de guache. Mas ficou tão lindo que a mãe coruja aqui tinha que dividir!
A minha participação ficou limitada ao envio da sucata. Mas a participação das crianças foi ativa!
E você? Tem participado da vida escolar de seu filho?
Comente aqui o que tem feito para que a vida escolar de seu filho não seja esquecida e possa ser a mais enriquecedora possível para ele no futuro. Participe do Concurso Escola e concorra ao livro A Menina que Queria ser Anjo . Basta deixar aqui seu relato sobre a forma que você faz a diferença na escola do seu filho!
Boa sorte!

O que você faz para mudar os desafios da escola do seu filho?

Já contei diversas histórias sobre acontecimentos na escolinha da Daniela.
Uma das que mais gosto de lembrar é a do Tampão. Foi uma aprendizado tanto para a escola, quanto para mim.
Quando a Daniela era um bebê comprei o livro “Tudo bem ser diferente” de Todd Parr e achei maravilhoso. Ele aborda as diferenças humanas de uma forma tão ilustrada e colorida que acho impossível não ficar encantada!
Por duas vezes minha filha teve que usar tampão nos olhos para tratar de um desvio que ela tem. A escola achou aquilo tudo muito diferente e, como proteção, a afastou das aulas de educação física e das brincadeiras de correr, com medo que ela se machucasse. Não era necessário, mas para a professora ela uma situação nova e DIFERENTE. Não bastasse a estranhesa da professora, os coleguinhas começaram a cuidar da Dani como se ela não enchergasse com o tampão. Queriam fazer tudo por ela, até dar comida na boca! A solução foi fazer o DIA DO TAMPÂO (sugestão de uma colega de orkut). LEvei uma caixa de tampões para e escola e todos os coleguinhas (devidamente autorizados pelos pais) usarm por uma tarde aquele adereço que tanto incomodava aos olhos de quem via. Resultado: a Daniela voltou a ter sossego pois todos, inclusive a professora, viram que o tampão não atrapalha em nada a vida de quem usa!
MAs venho contar essa história porque o site Mulheres na Rede está promovendo concursos culturais relacionados a escolas em parceria com os blogs:
A vida como a vida quer com debates sobre a metodologia das escolas;
Acontece aqui com debates sobre os desafios das escolas;
Lu Ivanike com debates sobre o que fazemos para mudar os desafios das escolas.
Reporter mãe, Meu mundo e nada mais e Onde está a Oli?, que debaterão sobre leitura.
Ou seja, estou promovendo uma discussão sobre nossa atuação enquanto pais na escola de nossos filhos. Eu fiz a diferença e me orgulho muito disso. E você? Conte aqui sua experiência, quais as maiores dificuldades que voê superou na escola de seus filhos.
O melhor depoimento aqui ganhará um exemplar do livro A menina que queria ser anjo de Walcir Carrasco. Os vencedores de todos os debates serão anunciados no dia 20 de outubro no site do Desabafo de Mãe. Então, comece a escrever hoje, pois o prazo é até 15 de outubro!
Boa sorte!!!!