Category Archives: Vida

E os pré-conceitos…

Colo é mimo…

Cama compartilhada é mau costume…

Não bater deixa sem vergonha…

Amamentar em livre demanda é isso…

Carregar no sling é aquilo…

Parto natural é coisa de vaca…

Não sei se estou ficando maluca, mas para mim tudo isso é NATURAL! Porque antes de sermos Humanos dotados de inteligência, somos mamíferos, animais dotados de instintos. Meu instinto me diz que, a melhor coisa para a Dani é dormir juntinho com a mamãe e o papai quando ela quer. E, como é a natureza, sei que alguma coisa ruim aconteceu com a Dani pela forma como ela age a noite. Se ela vem pra cama e fica dengosa, ela está sentindo alguma coisa além do normal. Se está tudo bem, ela dorme a noite toda na caminha dela. Sair da rotina faz com que ela queira dividir a cama. Ela tem 4 aninhos e ainda precisa da mãe a noite. E eu atendo, sempre (lógico que às vezes perco a paciência, porque ela desperta e não quer mais dormir) porque acredito que acolhendo no momento certo, ela será um adulto seguro. Não negar carinho é meu princípio. Dou colo e chamego sempre que ela precisa e pede pela mesma razão, para que ela seja independente e segura.

E penso assim por me parecer lógico: A criança espera proteção, cuidado e carinho dos genitores, das pessoas que devem cuidar, acalentar, amar. Não consigo imaginar que um pai ou uma mãe negue colo, cama compartilhada, peito, cheiro, carinho por acreditar que  a técnica do Fulano diz que tem que deixar chorar, Ciclano diz que amamentar em livre demanda deixa mal acostumado, que dar colo deixa atrasado e outras besteiras! Amos, carinho, segurança e aconchego não deixa ninguém mal acostumado. Deixa seguro, feliz… Qualquer criança que receba tudo isso terá estrutura psicológica para lidar com qualquer questão da vida adulta, além de perpetuar o amor e o respeito pelo sentimento e tempo dos outros. Afinal, ser mãe e ser pai é saber respeitar o tempo dos filhos, é saber que nenhuma criança é igual e evitar aos máximo comparações… Mas esse assunto fica para o próximo post!

Beijos

Imagens: Daniela slingando com a mamãe (By Isabella Isolani)

Imagens: Daniela ganhando colinho da Dinda (By Daniel Isolani)

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Super Nanny…

Não… não assito, não gosto dos métodos dela e nem sei quando ou que horário passa! Mas hoje, em uma comunidade do orkut, foi postado um vídeo desse programa. eis que me bateu uma mega curiosidade sobre os métodos dessa mulher que dizem ajudar tantas famílias.

Agora, estou aqui pensando com meus botões: “Será que sou uma mãe nata? Será que nasci com o dom da maternidade? Será que acertei desde o momento da concepção na educação da Daniela?”… SIM! Estou horrorizada com o que vi. Porque as crianças das famílias que ela ajuda só pedem uma coisa: ATENÇÃO. Elas só querem ser vistas, só querem carinho e atenção. Nossa, como é bom sentar com um filho à mesa e conversar, ouvir as histórias da escola, o falatório sem parar, brincar junto, montar um quebra cabeças, passar um tempo com o filho. Mas os pais lá acham que o fato de estar em casa já é um favor aos filhos. Eles chegam em casa tão stressados que querem mais que os filhos durmam e  o fazem de qualquer forma, sem um ritual. Tinha um pai que ficou olhando o filho de três anos e meio (que ainda mamava no peito) fazer cocô na calça e disse “Eu não percebi!”. Crianças agressivas! E é tão claro que elas usam a agressividade para chamar a atenção dos pais, porque é só nessa hora que o pai ou a mãe olha para a criança (para brigar, gritar ou bater) mas é o momento que a criança recebe atenção.

Fiquei o dia todo pensando nessas crianças, que serão pais em um futuro próximo. Elas não recebem uma demonstração de afeto por parte dos pais. E, para mim, não tem nada melhor que agarrar o filhote e dar aquele cheiro no pescoço e sair correndo atrás dele fazendo cócegas!

Acho que a televisão deveria lançar uma campanha pró-brincadeiras com os filhos. Ou as empresas deveriam investir em palestras que mostrem a importância do contato físico, da troca de olhar, da brincadeira com os filhos. Todos ganhariam, porque acho impossível que um pai e uma mãe que mal sabem lidar com os próprios filhos rendam alguma coisa em qualquer trabalho!

Beijos

Quem nos prepara para a vida?

Como é difícil, casamento, filhos… Ninguém nos prepara para isso. A escola não nos prepara emocionalmente para a vida. Quem deveria fazê-lo?
Devemos aprender vivendo? Por que os casais se separam?
Sim, já pensei em separação, em um momento de muita raiva. Mas só pensei. “Nossa” vida é maravilhosa quando está tudo bem. Eu, ele e nossa filha… Nossa vida! Sabe, outro dia ouvi uma coisa que me fez pensar “Por que essa pessoa é casada, se pensa assim?” – essa pessoa disse “Não abram conta conjunta, as pessoas acham que só porque casam acham que tem uma vida em comum, e não é assim. Cada um tem uma vida separada, porque dividir tudo?”… Porque essa é a magia! Porque, mesmo passando por maus bocados, não imagino minha vida sem essas pessoas que são minha vida. Porque amo dividir meu chocolate de Gramados, porque amo dividir uma cama de casal em três (por enquanto, logo dividiremos em quatro), porque amei fazer nosso primeiro planejamento anual com meu marido, porque amo o brilho nos olhos da minha filha quando digo “Hoje a mamãe vai ficar em casa com você”e ela diz toda feliz “E a gente vai brincar né mãe, e vai fazer comidinha e andar de bicicleta!”, porque agora são 1:01 da madrugada e estou sozinha em casa, trabalhando e sentindo uma saudade imensa da minha filha e do meu marido, e pensando que eles são o sentido da minha vida. E ainda pensando que em breve mais uma pessoa chegará para me fazer mais feliz, com um sorriso banguela ou um choro desesperado pelo meu colo! Mesmo não tendo aprendido a viver com ninguém, minha vida é perfeita e eu amo viver essa vida dividindo tudo com quem eu mais amo!

Balanço de 2008…

Nestes meus 27 anos de vida, eu nunca havia feito um balanço de tudo que havia ocorrido na vinha vida nos últimos 365 dias que se passaram.

Este ano decidi que era hora de pensar nisso, afinal só se vive uma vez e, deixar de lado os acontecimentos, talvez me levasse a repetir nos próximos anos erros que poderiam ser evitados se reconhecidos precocemente.
Enfim, aqui vai tudo que bom e ruim que me aconteceu na minha versão dos fatos.
No ano passado eu não estabeleci metas, nem pensei no que queria para este ano que está acabando. Simplesmente vivi. Mas, diferente dos outros anos, vivi intensamente. Deixei que meu corpo e meu coração interagissem e se ouvissem, e me permiti me ouvir. Isso foi o que de mais positivo aconteceu comigo, mudei muito sim.
Aprendi a interpretar muitos sentimentos e lidar com eles. Banalidades não são apenas banalidades. São exercícios dos quais precisamos para nos tormar maduros e ter forças para enfrentar desafios maiores.
Quantas vezes escrevi “Sou atéia, não acredito em Deus!”, entendi esse sentimento também. E, por isso me sinto vitoriosa, não sou um monstro por não acreditar em um “Senhor Todo Poderoso”, me sinto especial por, agora, conseguir explicar a minha crença. Eu sinto que cada um dos seres viventes é Deus, e acredito que a bíblia foi uma forma que “encontraram” para ilustrar ações que devemos seguir ou adotar para atingir  a nossa divindade. Eu sou Deus quando abro o MEU Mar Vermelho e atravesso caminhos que jamais acreditei que pudesse atravessar. Eu sou Deus quando me presenteio com Incenso e permito que toda energia negativa seja liberada e me purifico. Eu sou Deus quando tenho Mirra que amarga a minha vida e me faz muito mais forte. Quando faço o Ouro do sorriso da minha filha enriquecer minha vida. São todos presentes dados a Jesus pelos Reis Magos e que sem interpretação, faz parecer que Natal é apenas dar presentes porque os Reis presentearam Jesus.
Estou feliz porque consegui enchergar uma interpretação que me faz feliz, me faz bem e corrobora com todas as minhas outras crenças (evolução, energia, positivismo…).
Como mãe, aprendi que posso sentir, dizer e agir como achar melhor para minha filha. Entendi o vazio que sentia desde o nascimento dela, uma cesárea eletiva. Cadê minha barriga? Estava chorando ao meu lado, de repente. Senti que faltou a passagem do trabalho de parto, faltou me preparar para um parto. Reconheço que fui imatura em aceitar uma cesárea sem questionamentos, e aprendi, finalmente, que meu corpo é parte da natureza. Sendo assim, ele está pronto para responder a todos os estímulos naturais que receber. O parto é um deles. Sou mulher, mamífera e tenho capacidade de parir como qualquer outro animal. E, assim como qualuqer outro animal, tenho que bajular minha filha, ela ainda é muito dependente de mim, do meu amor, dos meus cuidados. Abri mão de trabalhar fora de casa por sentir que era melhor para NÓS ficarmos juntas nesse momento, senti que dar um cheirinho no pescoço dela tinha um efeito mais calmante do que qualquer dose cavalar de maracujina, senti que brincar era mais gostoso do que ficar grudada no computador e, senti que dormir juntinho é delicioso, sentindo aquele bafinho quentinho no meu rosto. Me libertei, porque tudo isso que defendo hoje vai contra tudo que a sociedade prega. Por que um bebê de dois anos TEM que ser independente? Ele terá uma vida toda para aprender isso. Por que pegar no colo e beijar muito é mimar? Não existe nada mais íntimo do que o toque carinhoso entre mãe e filho. Por que bater é a melhor solução? Aboli palmadas, não quero minha filhota intimidada por um adulto enorme dando tapas nela, ela ainda é indefesa. Esse ano aprendi que o amor é sim incondicional, intransferível, imensurável e delicioso. E como tem sido gratificante ficar com a Dani o dia inteiro só para mim!
Aprendi a respeitar as opções do meu marido, afinal, ele também tem vontades, sonhos, ideais. Não pensamos e nem sentimos igual, somos diferentes e devemos usar essas diferenças para nos completar, e não para nos afastar.
Cresci internamente, intelectualmente, sentimentalmente. Li 13 livros este ano, alguns muito bons que lia em dois dias, outros que não prenderam minha atenção e li em um mês. Mas cada um, da sua maneira, me fez ter visões diferentes de muitas coisas. Posso amar fervorosamente, amor comparado à vida e à morte, como a série Crepúsculo. Posso questionar sentimentos paternais, como O Filho Eterno. Posso ler as entrelinhas, como Eu Sou o Mensageiro. Posso cuidar da mnha filha sem a necessidade de manuais, como Criando Meninas. E posso mudar atitudes com ela, como Quem Ama, Educa. Posso crescer financeiramente, como Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. Posso ler prazeirosamente como A Menina que Roubava Livros, ou fazer uma auto análise dos mes atos passados como O Caçador de Pipas. Deixo aqui, mais uma vez, meu estímulo à leitura. Ela me ajudou a mudar!
E, comigo, esse blog cresceu também! Tenho orgulho toda vez que leio comentários, que vejo muitas visitas, quando releio meus posts, nada profissionais, mas sinceros e dedicados!
Para o próximo ano vou traçar metas, continuar lendo, amar muito mais e ouvir mais também! Quem sabe não chego mais próximo da mnha divindade!!!!!
FEliz 2009 para todos!!!!

E agora é pra valer…

Vamos encomendar o irmãozinho da Dani. Foi muito difícil tomar esta decisão definitiva, são muitos fatores que envolvem ter outro bebê. Mas acho que só por ser planejado, será mais fácil!

O que me deixa mais feliz é estar decidida com relação à forma como vamos conduzir essa gestação, o parto e o pós-parto.
Depois de começar a frequentar o grupo Nascer com Respeito entendi o que era o vazio que sentia, a sensação de algo inacabado.
Tive a Dani por uma cesárea eletiva, não busquei informações para tê-la de outra forma, e ninguém tentou me convencer que era melhor ter um parto normal. O fato de ter escolhido o dia em que ela nasceria não me deixa culpada. O que me deixa culpada foram as conseqências dessa decisão. Talvez, se tivesse esperado que ela nascesse e não fosse nascida, ela tivesse amadurecido fisiológicamente para não ter ficado com o sopro no coração, tivesse amadurecido para não ter uma icterícia forte como ela teve. Não condeno quem prefere uma cesárea, é uma forma moderna de nascer, uma opção. Mas com o próximo bebê, esta e muitas outras opções estão descartadas.
Decidimos que teremos um Parto Domiciliar. Acho que me sentirei muito mais segura e respeitada tendo meu bebê em casa, com meu marido e minha filhota, rodeada de carinho e amor! É claro que teremos o plano B, C e D se for necessário, mas estou me concentrando para um PD. Isso já é certo para minha cabeça e para meu corpo.
E o futuro filhote já tem até nomes escolhidos: Rodrigo ou Alice (por causa da vampirinha simpática da série Crepúsculo)
Beijos e um ótimo final de semana!

Trabalhando em casa

“Não há lugar como o lar!”
Como é bom até trabalhar no conforto do lar. Ontem trouxemos os computadores para casa e estou trabalhando aqui. Mesmo porque a Daniela tirou férias antecipadas e achei que era melhor para nós ficar em casa. E, sinceramente, me surpreendi o quanto tem rendido meu trabalho. MAis do que rendia lá. Achei que aconteceria o contrário, por estar em contato direto com a Dani. MAs minha mocinha está crescidinha e entendeu que a mamãe precisa trabalhar um pouco para poder brincar e passear.
Agora, só preciso organizar bem meus horários, ter uma rotina mesmo para dar bem certinho, como estou planejando!

Meio período X Frustração

Hoje a Dani começa a frequentar a escolinha meio período aoenas. Cortes de gastos! Estamos passando novamente por uma fase difícil $$$$ e estamos tendo que rebolar.
Mas, tenho pensado muito e concluí que sinto-me mais afetadas com mudanças do que ela. Faz três noites que tenho dormido à base de remédios, tenho sentido fortes dores no peito, não consigo me alimentar direito e tenho tido crises de choro muito frequentes.
Isso porque sinto falta da minha vida (novamente), sinto falta de escrever diariamente, sinto falta de passar roupa e cuidar da minha casa. Nunca imaginei que diria isso, mas sinto falta de ser dona de casa!
A Dani sempre soube lidar com a ausência da mãe, e isso tem me deixado muito culpada. Estou sempre muito ocupada para ela. O tempinho que me sobra é para fazer a janta, lavar louça, lavar e pendurar roupa, dar um jeitinho na casa e finalmente dar o banho nela e colocá-la para dormir. E nessa altura minha paciênca me permite cantar apenas uma vez o Pimpão. Meu coração fica partido, mas realmente, não estou bem!
E Daniel está muito angustiado com essa minha fase, faz o que pode para me ajudar, mas a única coisa que tem ajudado são os remédios que ele me dá para dormir profundamente.
Essa semana receberemos visitas na nossa casa e isso também está mexendo comigo. São amigos do Daniel (uma família) mas que nunca vi na vida, ai… Como vai ser?