Onde cabem tantas culpas?

Pensei… Pensei… Pensei… Dia das Mães… Daniela doentinha, com dor de ouvido e dor de garganta, quase sem voz e eu… CULPADA!

Me culpo pela cascata de acontecimentos pós parto, me culpo por ter afundado a Dani na banheira, me culpo pela varicela e pelo um ano de Gardenal que ela resultou, me culpo pela escolha errada da escola, me culpo agora pela crise sei lá do que que atacou o nariz dela e que virou dor de ouvido… Mas acho que isso faz parte do pacote da maternidade! Tudo nos provoca sentimento de culpa!

Antes de ser mãe, não lembro de tantas culpas assim. Tenho me policiado para manter meu humor bom, minha energia bem positiva, porque já senti que quando não estou bem a Dani reage de formas diferentes a situações normais. E é o que acho que está acontecendo, ela está sentindo algum clima que nós, meros adultos mortais não sentimos. Ou sentimos e tentamos disfarçar.

Gostaria que meu Dia das Mães fosse diferente, mas foi feliz. Depois de sofrer por uma rejeição, fui curtir minha mãezinha que amo tanto, almoçamos em uma chácara em Colombo, conversamos muito e repeti o pudim três vezes! Foi delicioso conversar com minha família e passar esse dia tão especial com as minhas pérolas rosa, minha Alice e minha Daniela, que antes de vir embora me presenteou com uma rosa e um cartão escrito pelo Vô (que ficou tão triste pela minha tristeza, tadinho) “Mamãe, você é a pessoa mais importante das nossas vidas. Amamos você. Daniela e Alice.”… Nem preciso falar que me derreti em lágrimas, porque ontem, cheguei a esquecer desse serzinho germinando aqui dentro, essa pessoinha que percebeu o quanto a irmã precisava da mãezinha ontem e decidiu ficar bem quietinha em sua casinha, como se não estivesse ali. Só deu o ar de sua graça na hora em que deitei para dormir. E… Mais culpa! Minha princesinha nem nasceu e já se encolheu diante de tantos problemas que ela nem entende, mas sente.

Culpas… Companheiras inseparáveis das mães! Acho que é isso que nos faz fortes.

Um Feliz Dia das Mães!

PS.: O post saiu atrasado porque a Dani precisou muito de mim ontem, mesmo!

O porquê da dor

Fonte: http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=prazer&ext=html

A gente pode dissecar a questão da dor (do parto) de infinitos modos, pois não se trata de uma grandeza absoluta, não mede xis unidades de qualquer coisa. Ela é relativa, e a múltiplos fatores combinados entre si, físicos e psíquicos, conscientes e inconscientes, e a combinação de todos eles produz a percepção psico-física dentro de limiares individuais.
Na nossa cultura, o parto é na grande maior parte das vezes vivenciado e relatado como um evento em que está presente uma dor que beira o insuportável. Será necessário que seja assim? Vejamos…
Primeiramente há o aspecto evolutivo. O parto humano é o que apresenta a relação céfalo- pélvica mais estreita da natureza. Um dia resolvemos descer das árvores e caminhar sobre duas pernas. Outro dia resolvemos engrossar nossa camada de neo-córtex cerebral: resultamos bípedes e cabeçudos, porque somos metidos a não ser bestas. E na hora de parir nossos filhotes, os processos musculares de contração das paredes e dilatação do colo uterino, mais os movimentos do bebê empurrando-se para fora ocorrem sem folga de espaço, e as sensações fortes* que esses processos produzem podem ser interpretados como “dor”, e potencializados em sensações ainda mais dolorosas se houver medo, insegurança, ou ação de hormônios artificiais como se costuma aplicar através de soro às mulheres em trabalho de parto com o objetivo de acelerar o processo, atingindo níveis de fato insuportáveis. Em “Correntes da Vida”, o psicoterapeuta inglês David Boadella** descreve o comportamento uterino em trabalho de parto quando a mãe sente qualquer tipo de medo – consciente ou inconsciente:
“(…) o útero tenta fazer duas coisas antagônicas ao mesmo tempo: tenta abrir-se, sob a influência do relógio biológico que atua através do hormônio que prepara o caminho para o bebê nascer; e, simultaneamente, tenta manter-se fechado, sob a influência dos nervos simpáticos, trazidos à ação pelo medo. É como se alguém quisesse dobrar e esticar o braço ao mesmo tempo; o braço teria um espasmo, que causaria dor. isso é exatamente o que acontece com o útero de uma mãe que é incapaz de relaxar e que está condicionada a sentir dor.”
Mas por que a mulher está condicionada a sentir dor? Um dos motivos é o arquétipo do parto doloroso em conseqüência do pecado original, como reza nossa cultura judaico-cristã. Ao expulsar Adão e Eva do Paraíso por terem provado do fruto do Conhecimento, o Criador lhes diz: “Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos” (Gênesis 3:16). Ora, como não sentir dor se o próprio Deus a determina? O arquétipo do parto como sofrimento foi literalmente in-corporado baixo a quase 6.000 anos de crença.
Outro aspecto importante, é o caráter fisiológico do parto. Esta noção não faz parte do senso comum: de que o ato de parir (assim como gestar e amamentar) é tão fisiológico e saudável quanto respirar, digerir, filtrar o sangue, pensar, absorver nutrientes, excretar, chorar, ouvir, enxergar, fazer sexo, fazer amor. Mas na nossa cultura, uma mulher grávida é vista como alguém sob risco potencial e iminente, o parto é visto como um evento necessariamente hospitalar e na maioria das vezes, cirúrgico. Ao transformar um evento potencialmente saudável em necessariamente patológico, a dor encontra campo fértil para ser identificada como tal. Está aí um dos fatores que levam tantas mulheres a sentir pavor pelo parto normal.
A dor tida por alucinante pode ser percebida como lidável quando a mulher, em primeiro lugar subtrai-lhe a parcela da dor propriamente dita, advinda do medo e da insegurança; o restante das sensações, ela pode converter em sensações lidáveis ao aceitar a natureza do seu corpo, aceitar as sensações do trabalho de parto não como alguma coisa a vencer, contra as quais se deve lutar – porque elas não resultam de uma patologia, não sinalizam alguma coisa que está errada, como uma fratura ou queimadura, por exemplo. Não.
Essa sensação é uma aliada que sinaliza o processo fisiológico do parto, levando a mulher a fazer força, ou a se contorcer, a gemer, a acocorar-se ou a procurar a banheira, e entre as contrações as sensações atenuam, como ondas***, e você pode relaxar. As sensações intensas levam ao transe, e esse transe tem que ser aproveitado, ele faz parte. Você não precisa de anestésicos, ordem pra fazer força, fórceps. Você precisa apenas de liberdade para vivenciar seu parto.

O parto é você, é o seu corpo em plena atividade, e você não deveria deixar esta parte de você ser subtraída por uma conveniência que vem de fora. Existem séculos de uma cultura desfeminilizante costurando essa rede em que se cai tão facilmente, como eu mesma caí nos meus partos. Não é a mulher que precisa da anestesia, são os outros que precisam do conforto de uma mulher parindo quietinha.
E há outro aspecto que eu acho muito interessante que é a coisa do ritual de passagem. Nós cultivamos algumas manifestações externas de rituais, como casamentos, batizados, bar-mitzvahs, aniversários, festas da primavera, e essas festas refletem a nossa necessidade humana de marcar as passagens das
fases, de criança inimputável para o adulto responsável, da vida individual para a vida em família, de um período de dureza para outro de fartura, enfim, quando passamos de uma fase para outra sem essa marca fica faltando alguma coisa. Tive um tio que foi tratado com hormônios nos anos 40 para acelerar seu crescimento. Na verdade ele foi cobaia das primeiras experimentações com hormônios no Brasil. De um dia para o outro ganhou pelos pelo corpo, engrossou a voz, a adolescência que deveria prepará-lo vagarosamente para a idade adulta veio num turbilhão que ele não deu conta e ninguém à volta dele compreendeu. Ele enlouqueceu.
Assim é com o parto. Quando se tenta ao máximo passar por ele como se nada tivesse acontecido – e o ápice disso é a cesárea eletiva, está-se pulando um ritual fundamental para o início da maternidade. E o efeito cascata começa: dificuldade de estabelecer vínculo com o bebê, depressão pós-parto, “falta” de leite, intolerância ao comportamento do bebê. O parto normal cheio de intervenções, do qual se diz “ah, foi uma beleza, não senti na-da!!! fiquei ali, conversando, e em xis (poucas) horas o bebê nasceu!!” não é muito menos maquiagem da passagem. Sim, “de repente” o bebê estava ali. E ela não precisou fazer nada. Inicia-se a maternidade com a sensação de que “não é preciso fazer nada” para ser mãe. E começa a transferência de responsabilidade… impulsionada pela sensação inconsciente de que a maternidade moderna NÃO PODE ser trabalhosa. E esse caráter trabalhoso que a maternidade efetivamente tem, não é, como nossa sociedade acredita, um sofrimento, um castigo do qual devemos nos livrar. Ao contrário, ela contém o extremo prazer que sentem as pessoas que superam desafios, convivendo com as mudanças no corpo e na vida pelo prazer que isso traz, em oposição à compulsão de querer lutar contra as mudanças irreversíveis promovidas pela chegada dos filhos.
O processo do parto vem sendo aprimorado há milhões de anos (ou milhares, depende do critério), e a humanidade definitivamente não aperfeiçoou este processo agregando-lhe tecnologia, apenas o corrompeu. Anestesia, ocitocina na veia, posição horizontal, raspagens, submissão a alguém como dono do parto, kristeller, amniotomia, episiotomia, tudo isso num trabalho de parto que está transcorrendo sem intercorrências, não é evolução: é perversão. Das grossas. Você e seu bebê não precisam de mais nada além dos seus corpos com seus hormônios para permitir o nascimento.
Precisamos desconstruir o conceito de parto doloroso, e compreender e desejar e conquistar o parto prazeroso, não importa quão trabalhoso ele possa ser. Não se deixem levar pela inércia do sistema obstétrico vigente, que inadvertidamente vampiriza a força, a beleza e a vida que mãe e bebê protagonizam no ato de parir e nascer.

* definição da Éllade França
** contribuição da Anita Cione
*** definição de Michel Odent

Roselene Nogueira <roselene@partodoprincipio.com.br>
Mãe de Heloisa, Beatriz e Isabela (3 partos normais hospitalares) e arquiteta

E os pré-conceitos…

Colo é mimo…

Cama compartilhada é mau costume…

Não bater deixa sem vergonha…

Amamentar em livre demanda é isso…

Carregar no sling é aquilo…

Parto natural é coisa de vaca…

Não sei se estou ficando maluca, mas para mim tudo isso é NATURAL! Porque antes de sermos Humanos dotados de inteligência, somos mamíferos, animais dotados de instintos. Meu instinto me diz que, a melhor coisa para a Dani é dormir juntinho com a mamãe e o papai quando ela quer. E, como é a natureza, sei que alguma coisa ruim aconteceu com a Dani pela forma como ela age a noite. Se ela vem pra cama e fica dengosa, ela está sentindo alguma coisa além do normal. Se está tudo bem, ela dorme a noite toda na caminha dela. Sair da rotina faz com que ela queira dividir a cama. Ela tem 4 aninhos e ainda precisa da mãe a noite. E eu atendo, sempre (lógico que às vezes perco a paciência, porque ela desperta e não quer mais dormir) porque acredito que acolhendo no momento certo, ela será um adulto seguro. Não negar carinho é meu princípio. Dou colo e chamego sempre que ela precisa e pede pela mesma razão, para que ela seja independente e segura.

E penso assim por me parecer lógico: A criança espera proteção, cuidado e carinho dos genitores, das pessoas que devem cuidar, acalentar, amar. Não consigo imaginar que um pai ou uma mãe negue colo, cama compartilhada, peito, cheiro, carinho por acreditar que  a técnica do Fulano diz que tem que deixar chorar, Ciclano diz que amamentar em livre demanda deixa mal acostumado, que dar colo deixa atrasado e outras besteiras! Amos, carinho, segurança e aconchego não deixa ninguém mal acostumado. Deixa seguro, feliz… Qualquer criança que receba tudo isso terá estrutura psicológica para lidar com qualquer questão da vida adulta, além de perpetuar o amor e o respeito pelo sentimento e tempo dos outros. Afinal, ser mãe e ser pai é saber respeitar o tempo dos filhos, é saber que nenhuma criança é igual e evitar aos máximo comparações… Mas esse assunto fica para o próximo post!

Beijos

Imagens: Daniela slingando com a mamãe (By Isabella Isolani)

Imagens: Daniela ganhando colinho da Dinda (By Daniel Isolani)

Quando críticas são mal vindas…

Estou em uma fase em que críticas me fazem pensar. Antes eu agia com rispidez, mas hoje penso a respeito da crítica e absorvo o que me fará crescer. Mas hoje ouvi uma crítica de uma pessoa que, juro, não esperava! Uma das professoras da escola me “malhou” ao ver a Dani no wrap nas minhas costas. Sim, estou grávida de 25 semanas, super saudável e, independente disso tenho uma filha de 4 anos que ainda precisa de mim. A gravidez não fez com que a Dani se tornasse uma criança completamente independente da noite para o dia. Ela amadureceu muito, mas ainda precisa da mãe e do pai. E um dos casos é quando ela está cansada e pede colo. No colo para mim é difícil carregá-la, então optei por carregar o wrap na bolsa dela, assim, quando acontecer dela cansar, posso carregá-la com conrforto.

Enfim, essa professora, mãe também, disse que NUNCA MAIS devo pegar ela no colo porque ela nessa idade TEM que caminhar 10KM por dia. Argumentei que hoje havia sido um dia diferente, que ela estava cansada porque tinha ido pela manhã na aula de dança e que pediu pra ir no “macaquinho”, coloquei nas costas e levei. Cheguei na escola super bem e com ela bem relaxada. Mesmo assim a professora e uma mãe de um garoto que bate em todos os amiguinhos, completamente sem limites continuaram me ovando. Fechei a cara e saí de lá, antes a professora disse com toda prepotência dela “Falo mesmo porque com essa barriga não tem que pegar filha grande assim no colo, ela já tem 4 anos e tem que andar!”… ARGHHHHHHHHHHHHH

Sempre acreditei que, se mãe não pudesse pegar filho no colo grávida, não engravidava antes do filho ser bem grande. Outra, estou ótima, minha gravidez está correndo muito bem, o período de risco já passou, porque tenho que negar colo para minha filha? Fiquei bem chateada, conheço meus limites e não faria nada que pusesse em risco minha gravidez ou a Alice, não sou inconsequente nem irresponsável! Mas daí q me dar sermão na porta da escola sobre como devo agir com minha filha. Não gostei, ela não teve argumentos para me convencer de que realmente faria mal e muito menos me convenceu que devo deixar a Daniela chorando na rua morrendo de cansaço.

Não sei, me parece desumano… “Vai andando que você já é grande!”, achei essa colocação horrível, principalmente porque a Dani pesa 14Kg, não é nada demais. E não acontece sempre. E mais uma vez, pessoas que não fazem parte do nosso dia a dia se atrevem a dar palpites. Quantas vezes elas viram a Dani no wrap? Quantas vezes já viram a Dani no colo? Quanto tempo passam conosco para julgar dessa forma? Pego no colo e vou continuar pegando, tenho argumentos a favor do colo. Um deles foi o quanto ela chegou relaxada na escola. Eu poderia ter levado ela andando arrastada na rua e ela chegaria uma pilha na escola, mas optei por levar ela  nas costas, sem chorar e ainda descansar!

Sei lá… Enfim!

O que você pensa sobre isso? Tem idade para dar colo? Você concorda que a criança tenha que ser sacrificada por uma sociedade que acredita que aos 4 anos ela já é independente?

Beijos

O que é mais difícil: ser esposa ou ser mãe?

Gravidez, hormônios completamente à tona, filha de 4 anos exigindo atenção, casa para cuidar e administrar, finanças, dinheiro para multiplicar e ainda, marido… Para cuidar? Para dar atenção? Para administrar? Nunca me vi tão perdida no papel de esposa como agora! Passo os dias preocupada com o que a Dani vai comer, com o que ela vai vestir, se ela está bem, se foi tudo bem na escola. Mas tenho faltado em perguntar se meu marido comeu bem, se está com fome quando está em casa, se tem roupas limpas e passadas, se está faltando meia, se foi tudo bem no trabalho. Só lembro de perguntar quando ele está aborrecido… Na verdade, só nos aproximamos para conversar se alguma coisa acontece, boa ou ruim, algum desentendimento, alguma cobrança. Não, ele não me cobra nada. Mas eu cobro, e muito! Tenho pensado nisso e tenho ficado incomodada porque realmente, exijo muito dele! Ele cumpre com as obrigações de pai sempre que está presente, mantém a casa sozinho, trabalha feito um louco (sábado trabalhou das 7h da manhã até as 7h da manhã de domingo direto!) e quer curtir a vida dele também! Na verdade o problema é que fomos criados de forma muito diferente. As referências que ele tem de pai são completamente opostas das minhas referências. E é aí que entramos em conflito. Me incomoda que ele saia com os amigos solteiros que só querem beber e zoar, para mim, ele tinha que sair com amigos casados, que tem ou planejam ter filhos, para conversar sobre assuntos do cotidiano de pai ou marido. Não sair com amigos solteiros e agir como piás de vinte e poucos anos. Sei lá, já passei dessa fase! E é engraçado que a medida que amadurecemos, nossas amizades mudam! Minhas amigas e confidentes são mães das melhores amiguinhas da Dani, passamos muito tempo juntas, tomamos café a tarde enquanto as crianças estão na escola, falamos sobre gastronomia infantil (cenourinhas orgânicas e brócolis com azeitinho de oliva), falamos sobre vida sexual mesmo tendo filhos e de todas as nossas neuras como mães, mulheres, filhas, esposas… Me sinto bem com elas, mesmo sendo a mais nova. É a minha realidade! Talvez, meu inconsciente acredite que essa também devesse ser a realidade do meu marido. Mas não é, nunca foi e não sei se um dia será! E, com essas diferenças seguimos, relevando atitudes, tentando respeitar pontos de vista e discutindo a relação sempre que acreditamos ser necessário! Talvez a Ioga me ajude a ver o que procuro, encontrar respostas e me encontrar nesse meu mundo. Garanto que meu marido vai ficar feliz quando eu conseguir olhar em seus olhos e dizer “Eu te entendo!”, mas até lá, continuarei tentando me encontrar no papel de esposa!

Beijos

Educação ecologicamente correta…

Há alguns dias respondi a uma entrevista linkada AQUI sobre criar os filhos de forma ecologicamente correta. Não sei quando vou me acostumar, mas acho algumas reportagens  tão vazias. Sinto falta de mais informação e argumentos.

Escrevi sobre a opção que fizemos de usar fraldas de pano com a Alice e a forma que estamos nos organizando para que dê certo. Vamos usar a água do banho dela para deixar de molho com vinagre e precisaremos de apenas uma lavagem rápida na máquina para concluir a higienização das fraldas. Além disso, usaremos sabão de côco, que é muito menos impactante do que os sabões convencionais. Acredito que estaremos fazendo nossa parte e ainda ensinando nossas filhas que fralda de pano não é nenhum bicho de sete cabeças. Outra atitude que empregamos e dá muito certo aqui em casa é o uso de sacolas de pano. Cheguei em um limite de jogar duas sacolas cheias de sacolinhas de mercado no lixo por não ter mais onde guardá-las! Se você vai na farmácia e compra uma cartelinha de remédio, de brinde vem uma sacola onde cabem 100 cartelinhas! É muito melhor pegar diretamente da mão do vendedor e colocar na bolsa do que usar mais uma sacola. Só não levo minhas sacolas de pano ao mercado (tenho sempre uma na bolsa) quando minhas sacolinhas para lixo estão acabando. O mercado onde fazemos nossas compras dá desconto para quem utiliza sacolas retornáveis e suas sacolinhas plásticas são do tipo oxibiodegradáveis, que ainda não são as soluções ideais, mas dos males é o menor!

Há três meses decidimos que eu ficaria trabalhando em casa, para poder dar mais atenção à Dani e me preparar para o parto da Alice. Desde então, temos cuidado para que nossa alimentação seja a mais saudável e completa possível. Não compramos mais iogurte, faço litros de iogurte em casa e bato com frutas, comemos com cereais, grãos e açúcar mascavo orgânico. Evitamos de jogar duas bandejinhas de iogurte no lixo toda semana. Temos feito muito suco de laranja natural, com maracujá  (para variar o gosto), fazemos chá com casca de maçã, torradas com pães velhos… Tudo pode ser aproveitado e existem estratégias para reduzir o consumo, basta um pouco de boa vontade e dedicação. Acredito que, tendo optado por cuidar das crianças em casa e ser mãe em tempo integral, posso gastar 5 minutinhos colocando fraldas para lavar, ou 15 minutinhos fazendo iogurte, ou mais 15 batendo um bolo…

Educar um filho com consciência (ecológica, moral, respeito…) não é tão difícil como as pessoas pensam, é só partir da premissa que criança aprende vendo! E se nos propusermos a fazer as coisas certas, com fundamento e paciência para explicar o porquê, eles aprenderão e disseminarão os valores aprendidos em casa. Acredito que esse seja o segredo!

Beijokas

Imagem retirada do blog http://paoeecologia.wordpress.com/2009/11/27/sustentabilidade/

Dentro e fora da escola…

Quem acompanha meu blog, sabe todas as dificuldades que passei com escolas. Uma das minhas reclamações constantes era a falta de diálogo entre pais e professores, e entre pais e pais. Sempre achei o cúmulo ficar no portão (sempre do lado de fora) esperando minha filha pequenina chegar com a mochila, sem nenhum pai conversar entre si. E a “Tia” do portão (que mal tinha visto a criança na escola) não sabia responder se ela tinha lanchado bem, o que tinha lanchado ou se tinha ficado bem durante o dia. Para saber tudo isso, era necessário escrever um bilhete a agenda que seria respondido somente no dia seguinte, ao final de mais uma dolorosa espera no portão.

Depois que mudamos a Dani para o Cordão Dourado, senti que me encontrei! Sempre gostei de trocar figurinhas com outras mães, saber o que fazem com os filhos, do que os filhos delas gostam. E, agora, chego a sentir falta quando as mães que mais gosto não aparecem para buscar seus filhotes na escola. Mesmo porque todos os dias temos novidades para contar umas às outras. E, o mais legal de tudo isso, é que as mães com quem mais converso e adoro estar junto, são as mães das melhores amiguinhas da Dani.

O que tenho percebido é que estou passando mais tempo com minhas amigas da escola do que com meus familiares. E a razão disso é simples: temos muitas coisas em comum! A Isa é a única pessoa da família que amo sentar e conversar (e conversar, e conversar…). E como nossos horários e a distância (que nem é tão grande, mas minha barriga tem transformado em milhas) atrapalham um pouco, nossas conversas são mais telefônicas. O que faz com que eu tenha um contato muito grande com as mães amigas do Cordão.

Isso me deixa muito feliz, porque nós (eu e a Dani) estamos muito bem de amigas, dentro e fora da escola. É por isso que não canso de repetir: O cordão foi a melhor coisa wue nos aconteceu neste último ano!!!!

Beijokas