POSIÇÕES NO WRAP SLING

Wrap sling é um carregador Imagemde bebê confeccionado em tecido longo, no qual o cuidador carrega o bebê junto ao seu corpo. Os benefícios do uso deste tipo de carregador de bebê são inúmeros. Associa-se ao uso do wrap sling a redução dos períodos de cólicas, prolongamento do sono e até diminuição dos episódios de choro dos bebês. Os bebês podem ser carregados em wrap slings desde o nascimento, não havendo limite de idade para ser slingado. É o modelo de sling utilizado no pelo método mãe-canguru com bebês prematuros. 

O ideal é que se observe sempre se o sling é de qualidade e se não está com suas fibras danificadas.
É um modelo de carregador muito versátil, permitindo que o bebê seja carregado em diferentes posições, em geral nas mesmas posições em que é carregado no colo.
BARRIGA COM BARRIGA: É a posição fisiológica do bebê. Sua coluna e suas perninhas permanecem na posição uterina. Por ser carregado na vertical, é uma posição que favorece a digestão, sendo recomendado para bebês com refluxo. Nesta posição os bebês podem ser carregados desde o nascimento até enquanto o cuidador conseguir carregar (sempre observando o estado de conservação do tecido).

SENTADO DE LADO: esta posição é recomendada para bebês que já sustentam a cabeça e mantém o controlo do pescoço. É de fácil amarração e mantém o bebê integrado às atividades do adulto, favorecendo seu desenvolvimento. 
NAS COSTAS: essa posição pode ser usada desde que o adulto tenha segurança em carregar dessa forma. É umaposição segura e favorece a autonomia do adulto, possibilitando que ele realize diversas atividades enquanto carrega o bebê jnto ao corpo. Assim como a posição anterior, mantém o bebê integrado às suas atividades.

DEITADO: Nesta posição, o bebê fica deitado no pano, como se estivesse sendo ninado no colo do adulto. É uma boa posição para amamentar os bebês.
DE FRENTE PARA O MUNDO: O bebê pode ser carregado nesta posição desde que tenha o controle do pescoço e sustentação da cabeça. Ele pode ser colocado de duas formas:

Com as perninhas dentro do pano, cruzadas
Com as perninhas para fora do pano, com os tecidos que formam as alças do sling abertas embaixo das perninhas e da bundinha do bebê, deixando-o sentado no pano (não com as perninhas penduradas). Muitos bebês gostam desta posição por enxergarem o mundo do alto, do ponto de vista do adulto.
Todo bebê pode ser carregado em um wrap sling. Como comentado acima, ele é muito versátil e permite que o bebê seja carregado no pano da mesma maneira que é carregado no colo.

De casa nova…

Retomando minha vida virtual, criei um novo espaço para esse recomeço!

http://lucianaivanike.blogspot.com/

Beijos

Despedida…

Bem… infelizmente este espacinho que compartilhou comigo 3 anos de alegrias e tristezas será fechado!

A vida não tem sido simples, viver tem sido um martírio e a força tem faltado!

Portanto, decidi poupar meus amigos tão queridos dessa minha fase ruim e, assim que eu conseguir me encontrar, caso aconteça antes da Alice nascer, voltarei com novas energias e uma disposição de verdade para seguir em frente!

Beijos e sentirei muitas saudades!

Minhas filhas, minhas guerreiras, minhas vidas!

Nada como um dia depois do outro… E a cada dia tenho percebido o quanto é difícil viver! Ter filho é maravilhoso e tenho tido certeza que é o que fortalece uma pessoa.  Podemos perder tudo, mas os filhos ficarão, sempre…

Mas tem sido difícil acordar todos os dias e deixar o que aconteceu de lado, olhar nos olhinhos de jabuticaba da Dani, ouvir um ” Mãe, você já acordou?” e sorrir, feliz porque ela está do meu lado, coçando o bico e pegando  no meu rosto com um carinho puro e sincero… Ela tem 4 anos, e NUNCA me deixa na mão! É profissional em fazer a mãe feliz! Sempre tem um sorriso amigo e acolhedor e um comentário engraçado pra fazer… Nem que seja só um segredo pra Alice, que vem acommpanhado de um ” Não falei com você mãe! Falei com a Alice!”. A Alice tem sido uma companheira e tanto para a Dani! É o que a acolhe quando ela cai e vem chorando ” Alice, eu feizi dodói!”  ou então ” Alice, a mamãe brigou comigo!”… E, para quem não sabe, Alice é a irmãzinha que tem apenas 31 semanas de vida intra uterina!

Mas é assim… Alice já é forte. Depois de uma ameaça de cesárea caso não virasse, deu seu jeitinho e virou! Está cefálica! Estamos em posição para um parto natural! É triste que ela tenha feito todo esse serviço sozinha, porque a mãe definitivamente a abandonou nestas últimas semanas! Mas é minha pequena guerreira! Está enfrentando junto da mãe coisas que nem nós, adultos conseguimos lidar!

Mas é como tenho ouvido muito: O que não mata, fortalece! E sei que meu melhor amigo agora é o tempo! Ele está do meu lado e ele vai ajudar a fechar essa ferida…

Ai

Rubi

Composição: Tata Fernandes / Kléber Albuquerque

Deu meu coração de ficar dolorido
Arrasado num profundo pranto
Deu meu coração de falar esperanto
Na esperança de se compreendido

Deu meu coração equivocado
Deu de desbotar o colorido
Deu de sentir-se apagado
Desiluminado
Desacontecido

Deu meu coração de ficar abatido
De bater sem sentido
Meu coração surrado
Deu de arrancar o curativo
Deu de cutucar o machucado

Deu de inventar palavra
Pra curar de significado
O escuro aço denso do silêncio
De um coração trespassado

“Eu te amo – disse.
E o mundo despencou-lhe nas costas. Não havia de sofrer tanto.
O mundo pesa sobre o amor. Leveza dá pena no espaço.
E se teu amor por mais pedra não voar: liberta tuas costas do peso que não carregas.
E se teu amor por mais pena não mergulhar: vai te banhar e olha-te no olhar que não te cega.
Se teu amor te pesa mais que o mundo que carregas: degela-o e deixa-o beber os deltas.”

Deu meu coração de ficar abatido
De bater sem sentido
Meu coração surrado
Deu de arrancar o curativo
Deu de cutucar o machucado

Deu de inventar palavra
Pra curar de significado
O escuro aço denso do silêncio
No coração trespassado
Ai
Ai ai
Ai

Família Êh, Família Áh, Família…

Minha família era pequena. Meus pais, eu e meus dois irmãos. Às vezes aparecia tio, tia e primas. Raro, mas quando acontecia era delicioso. Sempre fui louca por ter família grande, e via ter dois irmãos como uma vantagem. Afinal, quando cada um de nós formássemos a nossa própria família teríamos uma imensa família para os almoços de domingo, as festas de Natal e Páscoa, para todas as comemorações. Minha vizinha tinha uma família imensa que se reunia em ocasiões especiais. Falavam alto, muitos primos para brincar, uns comendo no sofá, outros ao redor da mesa, mas sempre em clima de união e harmonia.

Quando comecei a formar minha família, me senti realizada. Mesmo antes de engravidar os almoços de domingo eram deliciosos. Ao final da louça todos deitavam onde tinha espaço e dormiam. Depois que a Dani nasceu a festa ficou mais completa. Pai, mãe, irmãos, cunhada, marido e filha ao redor da mesa (pequena de seis lugares, onde todos ficavam grudadinhos) falando alto, tirando sarro de bizarrices da infância ou adolescência, contando podres que, se contados na época do ocorrido gerariam uma imensa de uma encrenca com o pai ou a mãe! Sempre amei isso, e continuo sonhando com o dia em que teremos ao redor da mesa da casa dos meus pais cunhadas, sobrinhos, amigos… Mesa sempre cheia.

Mas a outra parte do meu sonho já se realizou também! Quando vamos almoçar na casa da mãe Clélia (minha sogra) tenho cunhadas, cunhados, sogra, sogro e sobrinha! E hoje, percebi a importância da família ser grande: não é somente realização minha, mas são trocas. Vendo hoje a Dani brincando com a Ana Clara (minha afilhada)… Elas tem três anos de diferença e brincam super fofas. Ana olha para Dani com adoração. Dani quer que a prima, que está andando há duas semanas, já corra junto com ela. Dani tem aprendido que ser mais velha é bom porque pode brincar com os brinquedos que estão na caixa do corredor da casa da Vó, mas tem os encargos da preferência para a prima que é menos e ainda não entende. E as trocas não param por aí. Eu e a Isa (minha cunhada e comadre) trocamos figurinhas o dia todo, sempre temos informações para nos dar, coisas para contar, fofocas para fazer… Podemos passar o dia juntas e ainda na porta, na hora da despedida temos coisas a  falar! Como é bom sentar à mesa e ouvir histórias de todos os lados, causos, acontecimentos… Família é tudo de bom!

E, em breve darei mais uma contribuição, Alice terá quatro anos de diferença da Dani e um ano da Ana. Já pensou, as três juntas, brincando, saracotiando e, no futuro, fofocandinho! Sei que é um sonho bem próximo, porque o tempo tem pregado peças, tem voado mais rápido do que meus pensamentos. Mas quando acontecer, me sentirei tão realizada quanto me sinto agora!

Beijos

E se não depender de mim?

Engraçado. Quando pensei em um título para o meu blog, escolhi por acreditar que a vida é simples. Para viver, basta… VIVER! Há algum tempo tenho olhado a vida com outros olhos, a Ioga tem me ajudado muito. Tenho compreendido sentimentos, formas de agir e pensar alheios. Uma grande mudança interna, posso dizer. Tenho pensado antes de julgar, e confesso, isso não é fácil! Sempre fui muito explosiva, e agora estou mais reflexiva.

Mas, infelizmente, algumas situações não dependem das minhas reflexões, independem se eu me coloquei no lugar do outro ou não… E, como é difícil você acreditar que tudo pode ser diferente, você visualizar que você e o outro podem mudar, e não conseguir convencer o outro que essa mudança é possível. Pior ainda, é quando você está com uma barriga enorme, às 28 semanas de gestação, com os hormônios completamente alterados e precisa lidar com uma situação que simplesmente surgiu na sua frente, que irá mudar completamente a sua vida e a vida das suas filhas, e que, por mais que você tente contornar, a luz no fim do túnel está cada dia mais distante. E você pergunta “Onde eu errei, porque eu quero consertar!”, ou “O que posso fazer para mudar isso? Não quero que termine assim!”…

O que posso dizer é que a vida não tem sido tão simples assim para mim. Dormir só à base de remédios, chorar o tempo todo e ainda ter que esperar a filhota ir para a escola para poder sofrer… É difícil! Meus pais têm me dado uma boa força, mas só eu sei o que tenho passado. E isso só vai passar quando tudo se resolver… O que espero que aconteça logo! Bem ou mal, a dúvida é uma inimiga!

Beiijokas

Minha filha sabe o que está “querendo”?

Duas escolas erradas, muitas porcarias no cardápio, muitos tênis de marca em pézinhos muito pequenos que nem sabiam o que calçavam, muitos brinquedos coloridos, barulhentos e vibrantes, muitas bonecas que só faltavam brincar sozinhas… Depois de muito estímulo ao consumo infantil, escolhemos uma escola para a Dani que condena o consumo excessivo para as crianças. Vamos começar pelo fato que minha filha passa mais tempo descalça do que de tênis na escola. E que ela passa o dia na terra, na areia, na grama e que pai nenhum em sã consciência colocaria na filha uma roupa de @k#su% reais para rolar no barro. A escola também desencoraja que a criança fique em frente a televisão por muito tempo. Vou confessar que a Dani passa o dia com a TV ligada nos DVDs que ela mais curte. Ela mal assiste, mas gosta de ouvir e repetir os diálogos. Não é bom, mas dos males é o menor.

Minha preocupação começa quando ela diz: “Eu quero assistir Discovery kids Brasil no 45.”. Me preocupo porque nos DVDs não vemos propagandas de brinquedos, roupas, no máximo a divulgação do próximo lançamento no cinema, e aí ela já grita: “Quero ir no cimema comer pipoca e assistir tal filme no shopping.”. Se fazemos esse programa ela já se realiza, não precisa de mais nada. Talvez uma visita à livraria para ficar lá folheando livrinhos (coisa que ela adora!). Mas ela não pede, não faz escândalo que quer algo ou que tem que comprar (baile ela dá quando passa pelos parques.). Ela nunca foi de exigir nada, sempre entendeu quando explicamos que é caro, ou que não vamos comprar porque não precisa daquilo.

O problema são as propagandas da TV! Essas me deixam sem ação. Ela vê aquelas bonecas que fazem de tudo, cocô, xixi, mamam, medem febre… “Mãe, eu quero uma dessa boneca.” e, eu lá da cozinha, sem nem saber do que se trata falo “pede pro Papai Noel, que no Natal ele trás.”, ou simplesmente ignoro, porque querer ela pode querer tudo! Mas e quando chegamos na loja de brinquedos e ela vê que a tal boneca nem é tudo aquilo que aparecia na propaganda… Lá vai a mãe explicar que na propaganda da TV eles fazem de conta que a boneca faz aquilo, de que a TV engana sim. Ela só tem 4 anos, não vai adiantar falar agora que a propaganda só quer impressioná-la para que ela queira a boneca e a mãe compre sobre pressão da filha. Onde fica o sentimento de frustração da minha filha quando se depara com o brinquedo falso, completamente diferente da TV. Outro exemplo que ela me mostrou esses dias. A propaganda de shampoo que ela ama, que afirma que não arde o olho e não dói para pentear. “Por que você dói meu cabelo e a mãe do menino na TV não dói o cabelo dele?”… Olha a saia justa! Haja jogo de cintura para explicar que na TV é faz de conta e blá, blá, blá… O “Faz de conta…” já entrou no vocabulário dela, graças à televisão! Porque na telinha é tudo faz de conta, nada é real… Pelo menos nada direcionado ao público infantil. São propagandas insinuativas. Lembro de uma de protetor solar que me deixava enojada. Um menino de uns 5 anos estava com a mãe passando protetor e passa uma menininha da mesma idade de biquini, toda “faceirinha”. Quando o garotinho termina de passar o protetor e vai na direção da menina, chega o “namorado” dela já protegido e fica ENCARANDO o outro menininho. ABSURDO! Estamos falando de crianças nas propagandas, não de adolescentes dando em cima das namoradas uns dos outros.

Vou ser sincera, às vezes tenho vontade de desligar a televisão para sempre e me alienar. Fazer minha família aproveitar esse tempo de outra forma. Mas precisamos dos meios de comunicação, não podemos nos ausentar do mundo, simplesmente. Vejo muitos prós e muitos contras na proibição da publicidade infantil, devemos orientar nossos filhos a serem formadores de opinião, a ter o devido discernimento do que é real e do que é fantasia. Mas fazer isso com crianças pequenas, altamente expostas a qualquer estímulo é muito complicado. Aqui em casa estamos evitando canal aberto e até mesmo a TV fechada (que mais faz propagandas enganosas). Acho que nesse momento, em que a Dani ainda não sabe separar o real do fantasioso, é a melhor opção! Enquanto isso assistimos 20 vezes o mesmo desenho no DVD.

E você? Qual a solução que encontrou, ou o que pensa a respeito da publicidade infantil? Como proteger nossos filhos desse vilão?

Convido Isabella Isolani e Marília para opinar a respeito. Vamos debater, conversar, trocar idéias sobre o assunto. Como resolver uma questão tão complexa que envolve nossos filhos?

No Blogs do Desabafo de Mãe, Ceila nos convida à essa reflexão e a outra ainda, quais são as responsabilidades dos pais diante do excesso de informação e da convergência das mídias? Vamos ser pais responsáveis e debater essa questão!

Imagem retirada de: http://diganaoaerotizacaoinfantil.files.wordpress.com/2008/06/childrentv_wide.jpg

Beijos